VOCÊ E O SEU RETRATO
Por que tenho saudade
de você, no retrato,
ainda que o mais recente?
E por que um simples retrato,
mais que você, me comove,
se você mesmo está presente?
Talvez porque o retrato,
já sem o enfeite das palavras,
tenha um ar de lembrança.
Talvez porque o retrato
(exato, embora malicioso)
revele algo de criança
(como, no fundo da água,
um coral em repouso).
Talvez pela idéia de ausência
que o seu retrato faz surgir
colocado entre nós dois
(como um ramo de hortênsia).
Talvez porque o seu retato,
embora eu me torne oblíquo,
me olhe, sempre, de frente
(amorosamente).
Talvez porque o seu retrato
mais se parece com você
do que você mesmo (ingrato).
Talvez porque, no retrato,
você está imóvel
(sem respiração...)
Talvez porque todo retrato
é uma retratação.
(Cassiano Ricardo)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Compartilhamento
Certos momentos seriam perfeitos para compartilhar, como as ultimas horas, por exemplo.
Boas bebidas, assuntos relacionados a elas e pessoas interessadas no assunto.
E eu ali, imaginando você naquela cadeira vazia, só pelo simples prazer da companhia...
Boas bebidas, assuntos relacionados a elas e pessoas interessadas no assunto.
E eu ali, imaginando você naquela cadeira vazia, só pelo simples prazer da companhia...
terça-feira, 15 de novembro de 2011
E o rio segue seu curso...
Não, não estou na janela, à espera. Tenho até aproveitado bem a vida, tomando umas doses de felicidade aqui e outra ali. Mas vez ou outra eu paro e penso que se quando o telefone tocar for você do outro lado da linha acho que a dose de felicidade pode ser um pouco maior.
Mas é só esperar que passa.
Mas é só esperar que passa.
domingo, 13 de novembro de 2011
Das igualdades da vida...
E às vezes o sentimento de uma pessoa cabe exatamente no seu...
"Passa translação, rotação. Ódio e indiferença. Ponteiros de balança indo e vindo. Amores e desamores... Na nossa vida várias coisas aconteceram ou não. Mas continuo te amando como desde a primeira vez que te vi. Amor sem pretensão alguma de posteridade. Pelo simples fato de me fazer conhecer o riso, a amizade e o respeito. Pra sempre..." (MFM)
"Passa translação, rotação. Ódio e indiferença. Ponteiros de balança indo e vindo. Amores e desamores... Na nossa vida várias coisas aconteceram ou não. Mas continuo te amando como desde a primeira vez que te vi. Amor sem pretensão alguma de posteridade. Pelo simples fato de me fazer conhecer o riso, a amizade e o respeito. Pra sempre..." (MFM)
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Às vezes...
Texto antigo, perdido no computador...
"Às vezes me pergunto se não teria sido melhor se nada disso tivesse acontecido. Pensar isso é querer apagar você e os bons momentos. Não pensar isso é ficar assim, com esse sentimento que não sei como nomear. Às vezes penso que quero sim, sua felicidade. Junto com a minha. Espero que voce se redescubra. Mas espero mais ainda que me queira mais perto. Por ora esse beneficio pra mim é muito pouco. E esses pensamentos todos estão muito confusos."
"Às vezes me pergunto se não teria sido melhor se nada disso tivesse acontecido. Pensar isso é querer apagar você e os bons momentos. Não pensar isso é ficar assim, com esse sentimento que não sei como nomear. Às vezes penso que quero sim, sua felicidade. Junto com a minha. Espero que voce se redescubra. Mas espero mais ainda que me queira mais perto. Por ora esse beneficio pra mim é muito pouco. E esses pensamentos todos estão muito confusos."
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
"reflexões de uma madrugada"
"Ele viajou pro exterior. Passamos uns bons momentos antes da viagem e tal, mas o dia da partida foi exato, ou ele partia ou eu partia a cara dele.
Ai ele foi e sumiu. Absurdo, não? Antes era o tempo inteiro mandando sms, whatsapp e horas intermináveis no telefone. E do nada, só porque está em outro país, o cara some? Oi? Ok! Eu estava com preguiça, mas poxa, ele não pode fazer isso. E não, não é loucura, é coisa de mulher mesmo. Sabe aquela roupa que você não usa por nada no mundo e continua no seu guarda-roupa? É a sua roupa, c@#*%&8! Um dia vocês foram muitos felizes, ela te deixou um espetáculo e participou da sua vida. Só que hoje ninguém usa mais, saiu de moda ou simplesmente não serve mais. Você não usa, mas também não quer ver ninguém usando. Não quer dar, pensar no bem da humanidade, nem fazer caridade. Você quer a roupa ali e pronto. Tem que estar disponível e fim de papo! Fica esperando o dia que verde musgo volta pro topo das paradas fashionistas ou aguarda perder aqueles 2kg indesejados. Deixa ali, vai que um dia você resolve usar novamente. Vai que um dia...
É, no fundo as mulheres são um pouco "filhos-únicos". Não sabem dividir, emprestar, nem ver o vestido que um dia ela gostou tanto no corpo de outra.
E se ele não me ligar hoje, não precisa aparecer nunca mais!"
Esse texto veio daqui: http://avencasdesavessas.blogspot.com/
(minha observação: MENTIRA!!! PODE!!!!)
Ai ele foi e sumiu. Absurdo, não? Antes era o tempo inteiro mandando sms, whatsapp e horas intermináveis no telefone. E do nada, só porque está em outro país, o cara some? Oi? Ok! Eu estava com preguiça, mas poxa, ele não pode fazer isso. E não, não é loucura, é coisa de mulher mesmo. Sabe aquela roupa que você não usa por nada no mundo e continua no seu guarda-roupa? É a sua roupa, c@#*%&8! Um dia vocês foram muitos felizes, ela te deixou um espetáculo e participou da sua vida. Só que hoje ninguém usa mais, saiu de moda ou simplesmente não serve mais. Você não usa, mas também não quer ver ninguém usando. Não quer dar, pensar no bem da humanidade, nem fazer caridade. Você quer a roupa ali e pronto. Tem que estar disponível e fim de papo! Fica esperando o dia que verde musgo volta pro topo das paradas fashionistas ou aguarda perder aqueles 2kg indesejados. Deixa ali, vai que um dia você resolve usar novamente. Vai que um dia...
É, no fundo as mulheres são um pouco "filhos-únicos". Não sabem dividir, emprestar, nem ver o vestido que um dia ela gostou tanto no corpo de outra.
E se ele não me ligar hoje, não precisa aparecer nunca mais!"
Esse texto veio daqui: http://avencasdesavessas.blogspot.com/
(minha observação: MENTIRA!!! PODE!!!!)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
... me explica por favor...
Enquanto a vida vai e vem você procura achar alguém que um dia possa lhe dizer: "quero ficar só com você"
[mas tem q ser verdade, né Renato Russo!]
[mas tem q ser verdade, né Renato Russo!]
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Das perdas da vida.
Só quem já perdeu alguém muito próximo e querido é capaz de entender o quanto perder as pessoas é ruim.
Hoje é aniversário do meu irmão Valério, que morreu de forma besta. Engraçado que às vezes passo o ano inteiro sem pensar nele, mas nunca esqueço essa data. Lembrar do dia de hoje dói, porque com a lembrança da falta dele também me vem a lembrança da falta que eu sinto de tantas outras pessoas da minha vida que já se foram, como meu pai por exemplo.
E ao mesmo tempo em que me entristece, me traz lembranças ótimas, como os tempos em que eu passava na fazenda. Como eu me orgulhava de ter um irmão tão alto e bonito. Do vozeirão dele brigando com a gente quando fazíamos algo de errado. Com o tanto que ele ria quando eu penava pra conseguir montar no cavalo, ou quando eu caía de um.
Espero que você esteja em um bom lugar, irmão querido. Por aqui você faz uma falta sem tamanho e essa música eu peguei emprestada pra você!
http://youtu.be/liCcb33LwzE
Hoje é aniversário do meu irmão Valério, que morreu de forma besta. Engraçado que às vezes passo o ano inteiro sem pensar nele, mas nunca esqueço essa data. Lembrar do dia de hoje dói, porque com a lembrança da falta dele também me vem a lembrança da falta que eu sinto de tantas outras pessoas da minha vida que já se foram, como meu pai por exemplo.
E ao mesmo tempo em que me entristece, me traz lembranças ótimas, como os tempos em que eu passava na fazenda. Como eu me orgulhava de ter um irmão tão alto e bonito. Do vozeirão dele brigando com a gente quando fazíamos algo de errado. Com o tanto que ele ria quando eu penava pra conseguir montar no cavalo, ou quando eu caía de um.
Espero que você esteja em um bom lugar, irmão querido. Por aqui você faz uma falta sem tamanho e essa música eu peguei emprestada pra você!
http://youtu.be/liCcb33LwzE
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Vá saber...
E o medo de parecer, de ser insistente?
E o medo das pessoas não dizerem tudo o que elas pensam, ainda que se sintam incomodadas? Meu problema é com as entrelinhas, essas traiçoeiras que me enchem de dúvidas e me deixam assim, sem saber o que dizer, fazer, falar. Será que estou forçando uma situação? Mas se eu estiver forçando e estiver incomodando de alguma forma, só vou saber se me disserem.
Ah, vida!
E o medo das pessoas não dizerem tudo o que elas pensam, ainda que se sintam incomodadas? Meu problema é com as entrelinhas, essas traiçoeiras que me enchem de dúvidas e me deixam assim, sem saber o que dizer, fazer, falar. Será que estou forçando uma situação? Mas se eu estiver forçando e estiver incomodando de alguma forma, só vou saber se me disserem.
Ah, vida!
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Tarja preta
"Porque aqui tem amor, dinheiro e tarja preta, você pode só descansar existindo, eu faço o resto todo."
(Tati Bernardi)
(Tati Bernardi)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Espertinha essa Lispector...
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não:
quero uma verdade inventada!"
Eu não:
quero uma verdade inventada!"
domingo, 24 de julho de 2011
A resposta não dada...
Sinto muito, mas não posso deixar de dividir tudo o que você disse. Tudo tem limite nessa vida. Até fidelidade feminina. E não, não posso deixar de contar tudo o que li. Porque uma pessoa ofendida tem o direito de saber. Porque tudo o que você disse é muito sério do meu ponto de vista ( e não, eu não acredito em uma letra do que li. Não é a imagem que eu tenho dele e não vai ser uma pessoa estranha que vai mudar o que eu penso ou o que eu sinto). Porque ainda que eu não estivesse desenvolvendo um sentimento de carinho, haveria um sentimento de amizade. E amizade pra mim é coisa séria.
Se erraram um com o outro, não quero fazer parte disso. O passado não me interessa. Eu já falei. E não me interessa justamente porque eu não quero saber quem ainda ama quem (e espero HONESTAMENTE que esse amor esteja só em você). Não quero saber há quanto tempo exato tudo terminou. Porque eu cheguei agora. Caí de pára-quedas. E pelo jeito virei pára-raios de confusão. Mais uma vez.
Só que dessa vez talvez farei diferente. Porque eu quero que seja diferente. Porque num fundo não tão fundo, eu quero realmente que essa história passada acabe. Que seja só uma lembrança, e não algo inacabado. Senão, não cabe uma nova história, não cabe uma vida nova, diferente da que já existiu.
E talvez eu venha me esforçando para que isso realmente aconteça. Esforçando não, porque esforço é algo trabalhoso. Cansa. Acho que venho me empenhando, quase correndo atrás. Mas se o retorno me faz bem, se não faz mal a ninguém, qual o problema em ir atrás de algo que eu quero?
A maior vontade que eu tenho agora é de te dizer tudo isso. Dizer que sua vez, talvez, tenha passado. Que você trate de achar outra pessoa e ser feliz. Que reconstrua sua vida com outra pessoa. Mas isso não cabe a mim. Só ao destino. Ou a ele.
E, pra finalizar essa história toda, eu repito: espero que você encontre a felicidade novamente. E ponto final.
Se erraram um com o outro, não quero fazer parte disso. O passado não me interessa. Eu já falei. E não me interessa justamente porque eu não quero saber quem ainda ama quem (e espero HONESTAMENTE que esse amor esteja só em você). Não quero saber há quanto tempo exato tudo terminou. Porque eu cheguei agora. Caí de pára-quedas. E pelo jeito virei pára-raios de confusão. Mais uma vez.
Só que dessa vez talvez farei diferente. Porque eu quero que seja diferente. Porque num fundo não tão fundo, eu quero realmente que essa história passada acabe. Que seja só uma lembrança, e não algo inacabado. Senão, não cabe uma nova história, não cabe uma vida nova, diferente da que já existiu.
E talvez eu venha me esforçando para que isso realmente aconteça. Esforçando não, porque esforço é algo trabalhoso. Cansa. Acho que venho me empenhando, quase correndo atrás. Mas se o retorno me faz bem, se não faz mal a ninguém, qual o problema em ir atrás de algo que eu quero?
A maior vontade que eu tenho agora é de te dizer tudo isso. Dizer que sua vez, talvez, tenha passado. Que você trate de achar outra pessoa e ser feliz. Que reconstrua sua vida com outra pessoa. Mas isso não cabe a mim. Só ao destino. Ou a ele.
E, pra finalizar essa história toda, eu repito: espero que você encontre a felicidade novamente. E ponto final.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Tudo misturado...
Eu sempre tive a sensação de que nunca seria feliz por completo. Tal sensação se comprova uma vez ou outra.
Não sei se foi algum anjo brincalhão que resolveu fazer isso quando eu nasci. Ou se são algumas atitudes do meu passado que vem se refletindo no presente, ou alguma dívida antiga que tenho que pagar. E não venha me dizer que só eu sou assim. Todos nós fazemos burradas na vida, todos nós temos uma conta pra pagar. Conta antiga ou conta que abrimos agora, nessa vida. E eu sei que tenho conta das duas.
Eu só sei que vira e mexe o medo me assombra. Porque eu já quase fui feliz por completo. Porque eu estou com a deliciosa (e amedrontadora) sensação de que estou no caminho para essa felicidade completa de novo. Mas o “quase” ainda me acompanha. Tá aqui. No aperto do peito. No sono mal dormido. No sonho confuso. Na coragem que não me abraça.
Tenho pessoas ao meu redor, mas a sensação é de uma solidão gigante. A sensação é de que eu só tenho o nada pra abraçar. A certeza de que eu tenho muito pra falar, pra me abrir, muita coisa boa pra expressar está aqui, gritando. Mas a voz fica rouca, se cala. Porque não sei se, falando, posso me precipitar. Posso pôr tudo a perder. Se o ouvido está pronto pra ouvir. Se o coração está pronto pra sentir.
Bem dizia Guimarães Rosa, que “Felicidade se acha é em horinhas de descuido”. Acho que preciso ser um pouco mais descuidada...
Não sei se foi algum anjo brincalhão que resolveu fazer isso quando eu nasci. Ou se são algumas atitudes do meu passado que vem se refletindo no presente, ou alguma dívida antiga que tenho que pagar. E não venha me dizer que só eu sou assim. Todos nós fazemos burradas na vida, todos nós temos uma conta pra pagar. Conta antiga ou conta que abrimos agora, nessa vida. E eu sei que tenho conta das duas.
Eu só sei que vira e mexe o medo me assombra. Porque eu já quase fui feliz por completo. Porque eu estou com a deliciosa (e amedrontadora) sensação de que estou no caminho para essa felicidade completa de novo. Mas o “quase” ainda me acompanha. Tá aqui. No aperto do peito. No sono mal dormido. No sonho confuso. Na coragem que não me abraça.
Tenho pessoas ao meu redor, mas a sensação é de uma solidão gigante. A sensação é de que eu só tenho o nada pra abraçar. A certeza de que eu tenho muito pra falar, pra me abrir, muita coisa boa pra expressar está aqui, gritando. Mas a voz fica rouca, se cala. Porque não sei se, falando, posso me precipitar. Posso pôr tudo a perder. Se o ouvido está pronto pra ouvir. Se o coração está pronto pra sentir.
Bem dizia Guimarães Rosa, que “Felicidade se acha é em horinhas de descuido”. Acho que preciso ser um pouco mais descuidada...
sábado, 16 de julho de 2011
Quando o pouco pode ser melhor do que nada...
Não sei se isso acontece na vida de todo mundo, mas na minha, de vez em quando, basta um carinho discreto, ainda que de longe e numa linha de email, pra me devolver um sorriso e paz no coração. Ainda que tudo isso só dure por meia hora...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
De fantasmas e medos...
Aí você enterra o passado. Enterra na cabeça, enterra no coração. Não. Nada de recalque. Morte mesmo. Passou. Acabou. Aí um dia, finalmente, o presente vem e, ao que paarece, toma conta do passado. Mas este, vil, ardiloso, encontra uma mínima abertura, aproveita-se de uma pequena coincidência, acha a última pontinha da casca da ferida, e rasga tudo de vez. E o medo, a sensação ruim, é de que isso tudo pode me fazer mal de novo. Pode me fazer sentir tudo de ruim outra vez. Porque a cabeça, que já pensa sem parar, vai começar a sofrer. Porque lá dentro tem uma pequena parte que tem medo de passado. Tem medo de fantasma. Tem medo. Muito.
Mas chega, né... Acho que até aqui o caminho já foi tortuoso demais. Feio demais. Quem sabe não está na hora de andar por céus e estradas mais bonitas, e descansar o pé na areia e a cabeça em um ombro querido no final de uma semana cansativa de trabalho?
Mas chega, né... Acho que até aqui o caminho já foi tortuoso demais. Feio demais. Quem sabe não está na hora de andar por céus e estradas mais bonitas, e descansar o pé na areia e a cabeça em um ombro querido no final de uma semana cansativa de trabalho?
terça-feira, 5 de julho de 2011
Quem avisa, amigo é (3)
Para o bem da minha sanidade eu não leio entrelinhas nem tento entender indiretas. O dia que o mundo entender isso, vai ser tudo bem mais fácil!
E o dia que eu aprender a ser sincera e depois não ficar pensando no que disse, fiz, senti ou ouvi eu também ficarei mais tranqüila.
Cansei de dar indiretas e ficar me martirizando, tentando descobrir se a pessoa entendeu ou não. Serei honesta e sincera. Para o bem. Ou não.
Neste momento eu só sei que a angústia está pisando no pé. E muito. E sem dó.
Ai de mim!
E o dia que eu aprender a ser sincera e depois não ficar pensando no que disse, fiz, senti ou ouvi eu também ficarei mais tranqüila.
Cansei de dar indiretas e ficar me martirizando, tentando descobrir se a pessoa entendeu ou não. Serei honesta e sincera. Para o bem. Ou não.
Neste momento eu só sei que a angústia está pisando no pé. E muito. E sem dó.
Ai de mim!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Tudo vale a pena...
É tudo tão leve, tão simples, tão fácil... que dá medo.
Mas parece ser tão verdadeiro que dá até para esquecer de tudo o que havia prometido a mim mesma.
Porque são cerca de 52hs tão divertidas, leves e recheadas de carinho, que valem a pena.
E como já disse nosso amigo poeta: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena...”
Mas parece ser tão verdadeiro que dá até para esquecer de tudo o que havia prometido a mim mesma.
Porque são cerca de 52hs tão divertidas, leves e recheadas de carinho, que valem a pena.
E como já disse nosso amigo poeta: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena...”
domingo, 3 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Ditado
Uma vida inteira e ela nunca teve tanta coragem pra tomar uma atitude.
Nunca um ditado popular coube tão bem em um assunto.
E o desencadear disso tudo nunca foi tão bom.
Nunca um ditado popular coube tão bem em um assunto.
E o desencadear disso tudo nunca foi tão bom.
Pensamentos de um final de semana...
Um leve momento de sobriedade, um oi, um abraço no meio da rua e uma frase. Foi o que bastou.
******
Todas as convicções deixadas de lado. Melhor atitude de todos os tempos.
******
Falta de limite. Falta de senso. Falta de vergonha. Excesso de vontade de aproveitar as coisas boas da vida?
******
Achar nosso igual é difícil, e de certa forma é o que todo mundo procura. O problema é o medo quando a gente acha.
******
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Todas as convicções deixadas de lado. Melhor atitude de todos os tempos.
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Falta de limite. Falta de senso. Falta de vergonha. Excesso de vontade de aproveitar as coisas boas da vida?
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Achar nosso igual é difícil, e de certa forma é o que todo mundo procura. O problema é o medo quando a gente acha.
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Pensamentos de uma semana louca...
Às vezes me bate a sensação de que estou a um passo de perder o que eu tenho de melhor, que é a crença nas pessoas...
******
Um dia dorme-se com a vontade, a certeza e um plano. No dia seguinte acorda-se com medo de tudo isso. Isso é viver! (?)
******
Um dia dorme-se com a vontade, a certeza e um plano. No dia seguinte acorda-se com medo de tudo isso. Isso é viver! (?)
Das dificuldades do mundo adulto...
Sabe quando tudo está difícil, mas muito, muito difícil?
Eu reclamo, mas tenho medo, porque por um lado a coisa ruim traz uma coisa boa.
Mas o que me estressa, chateia, me deixa fula da vida é a falta de continuidade nas coisas do trabalho. É um tal de “Karine, você é uma excelente profissional” pra lá, “Karine, esse é o tipo de coisa que só você pode fazer” pra cá... ok, ok. Isso tudo de certa forma é reconhecimento profissional. Mas cadê a tal continuidade do trabalho para o qual eu sou paga pra fazer? Cadê que eu consigo desenvolver alguma coisa?
Desse jeito é difícil ser profissional. É quase impossível ter ânimo pra levantar e trabalhar. O fio da esperança está ficando cada dia mais fino.
Não quero, mas já começo a me questionar se desistirei.
Eu reclamo, mas tenho medo, porque por um lado a coisa ruim traz uma coisa boa.
Mas o que me estressa, chateia, me deixa fula da vida é a falta de continuidade nas coisas do trabalho. É um tal de “Karine, você é uma excelente profissional” pra lá, “Karine, esse é o tipo de coisa que só você pode fazer” pra cá... ok, ok. Isso tudo de certa forma é reconhecimento profissional. Mas cadê a tal continuidade do trabalho para o qual eu sou paga pra fazer? Cadê que eu consigo desenvolver alguma coisa?
Desse jeito é difícil ser profissional. É quase impossível ter ânimo pra levantar e trabalhar. O fio da esperança está ficando cada dia mais fino.
Não quero, mas já começo a me questionar se desistirei.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Apostas
Já corri esse tipo de risco uma vez.
Já fiz essa mesma aposta, ganhei algumas rodadas, provavelmente fui ludibriada em outras e perdi na última. Mas pelo menos perdi antes de apostar o valor mais alto.
Gato escaldado tem medo de água fria (não faço parte do reino dos felinos...)
Eu poderia ter desistido de apostar pra sempre. Mas foi apostando que aprendi que o pra sempre sempre acaba. Ok, Renato Russo avisou e ninguém quis dar crédito. Aliás, feliz era ele, que não se iludia (?), ou era um iludido consciente.
WHATEVER! Vou jogar de novo!
Jogarei sozinha? Perderei mais uma vez?
Talvez eu volte daqui a um tempo pra contar. O jogo ainda não começou.
Recebi minhas cartas e a mão parece boa...
(não entendeu? nem eu, parco leitor, nem eu...)
Já fiz essa mesma aposta, ganhei algumas rodadas, provavelmente fui ludibriada em outras e perdi na última. Mas pelo menos perdi antes de apostar o valor mais alto.
Gato escaldado tem medo de água fria (não faço parte do reino dos felinos...)
Eu poderia ter desistido de apostar pra sempre. Mas foi apostando que aprendi que o pra sempre sempre acaba. Ok, Renato Russo avisou e ninguém quis dar crédito. Aliás, feliz era ele, que não se iludia (?), ou era um iludido consciente.
WHATEVER! Vou jogar de novo!
Jogarei sozinha? Perderei mais uma vez?
Talvez eu volte daqui a um tempo pra contar. O jogo ainda não começou.
Recebi minhas cartas e a mão parece boa...
(não entendeu? nem eu, parco leitor, nem eu...)
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Das frases que falam por si só...
"Espera você a sua vez, que eu não sei esperar." (Violins)
"Todo carnaval tem seu fim." (Los Hermanos)
"I don´t wanna be the one. Only overjoyed" (The Ting Tings)
"Never is a promisse, and I never need a lie" (Fiona Apple)
"O pra sempre sempre acaba." (Renato Russo)
"É muita vileza em pouco espaço de pessoa."
"Não tenho vocação para tristeza. Sou determinada a ser feliz. Posso desistir de tudo, mas sempre vou preferir juntar os cacos e seguir em frente. Ou descartar os cacos e começar tudo outra vez."
"Todo carnaval tem seu fim." (Los Hermanos)
"I don´t wanna be the one. Only overjoyed" (The Ting Tings)
"Never is a promisse, and I never need a lie" (Fiona Apple)
"O pra sempre sempre acaba." (Renato Russo)
"É muita vileza em pouco espaço de pessoa."
"Não tenho vocação para tristeza. Sou determinada a ser feliz. Posso desistir de tudo, mas sempre vou preferir juntar os cacos e seguir em frente. Ou descartar os cacos e começar tudo outra vez."
Só tenho dado conta do porre...
"Talvez eu só precise de férias,um porre e um novo amor..."
Dizer mais o quê, né Caio Fernando Abreu?
No fundo do poço tem sempre um alçapão...
É isso mesmo.
Acabei deouvir ler essa frase, conversando com um amigo. Segundo ele é o que um amigo dele sempre diz.
Digamos que seja uma interpretação de "nada é tão ruim que não possa piorar".
Mas o fato é esse mesmo. Quando parece que as coisas vão se assentar, lá vem um furacão e muda o curso das coisas.
Eu penso demais, faço planos demais,faço merda erro demais, e quando enfim coloco a cabeça no lugar, lá vem uma avalanche, os pensamentos se acumulam, as decisões também, e o sótão lota de novo de macaquinhos pulantes no meio das ideias malucas.
E agora, pra onde vou? Pra onde fugir? Para as colinas?
Ai destino! q q custa eu ter as coisas EXATAMENTE do jeito q eu quero só uma vezinha?
Tá, não sei se éculpa ação do destino, mas que parece que eu ando cavando pra chegar na porta do alçapão... Ah! Parece!
Acabei de
Digamos que seja uma interpretação de "nada é tão ruim que não possa piorar".
Mas o fato é esse mesmo. Quando parece que as coisas vão se assentar, lá vem um furacão e muda o curso das coisas.
Eu penso demais, faço planos demais,
E agora, pra onde vou? Pra onde fugir? Para as colinas?
Ai destino! q q custa eu ter as coisas EXATAMENTE do jeito q eu quero só uma vezinha?
Tá, não sei se é
Admiração
Admiração é o tipo de sentimento que surge do nada, sem que a gente precise fazer qualquer tipo de esforço. Você não precisa nem conhecer bem a pessoa para admirar. Por mínimo que seja a representatividade de uma pessoa em sua vida, e quando você menos esperar, a admiração vai estar ali, no cantinho dela, só esperando o momento certo para se mostrar.
Mas acho que admiração digna é essa mesmo. A que não tem interesse bem necessidade de ser divulgada, de ser sentida.
A-D-M-I-R-A-Ç-Ã-O: representação de algo que pode surgir sem envio de aviso prévio.
Nota: você, parco leitor que por aqui passa: não me lembro o motivo nem o que estava pensando. Sei que escrevi isso no dia 05/05, enquanto tomava chá de cadeira numa audiência. E só sei disso porque escrevi na agenda, enquanto esperava. Tô falando que não posso parar pra pensar na vida...
Mas acho que admiração digna é essa mesmo. A que não tem interesse bem necessidade de ser divulgada, de ser sentida.
A-D-M-I-R-A-Ç-Ã-O: representação de algo que pode surgir sem envio de aviso prévio.
Nota: você, parco leitor que por aqui passa: não me lembro o motivo nem o que estava pensando. Sei que escrevi isso no dia 05/05, enquanto tomava chá de cadeira numa audiência. E só sei disso porque escrevi na agenda, enquanto esperava. Tô falando que não posso parar pra pensar na vida...
Faxina!
FUUUUUUUU...
FUUUUUUUU...
Tá na hora de espanar essa poeira e deixar as palavras tomarem conta, porque a cabeça já está abarrotada!
Tem muito Macaco nesse Sótão!
(senta que lá vem doideira!)
FUUUUUUUU...
Tá na hora de espanar essa poeira e deixar as palavras tomarem conta, porque a cabeça já está abarrotada!
Tem muito Macaco nesse Sótão!
(senta que lá vem doideira!)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A pergunta que me martela há muito tempo...
Porque raios eu fui deixar mudar a ordem daquelas cadeiras mesmo?
Não que ter tido outra atitude pudesse ter mudado muita coisa na minha vida, mas enfim...
Não que ter tido outra atitude pudesse ter mudado muita coisa na minha vida, mas enfim...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Saudade - quem quer?
Saudade é bom pq dá e passa. O grande problema é que vez ou outra ela volta. E eu não sei como lidar com isso.
E é pq saudade é coisa ingrata que não tenho mais seu número dele gravado no meu celular. Está anotado na minha agenda. Em três lugares. Um deles é a primeira folha. Deve ser pra ficar mais fácil né? Deve haver uma explicação que eu não tenho. Ou então eu guardei.
Poderia dizer que não preciso do númeo, porque seu nome tá tatuado no meu coração, mas ia parecer muito "Wando mode on"Na verdade essa tatuagem não me faz bem.
Mas enquanto não encontro outra pessoa com a qual eu queira te substituir, você vai ficando.
E é pq saudade é coisa ingrata que não tenho mais seu número dele gravado no meu celular. Está anotado na minha agenda. Em três lugares. Um deles é a primeira folha. Deve ser pra ficar mais fácil né? Deve haver uma explicação que eu não tenho. Ou então eu guardei.
Poderia dizer que não preciso do númeo, porque seu nome tá tatuado no meu coração, mas ia parecer muito "Wando mode on"Na verdade essa tatuagem não me faz bem.
Mas enquanto não encontro outra pessoa com a qual eu queira te substituir, você vai ficando.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Por que não eu
Então cá estou eu, sem sono, assistindo ao filme "Alfie - O Sedutor" pela enésima vez. Afinal de contas, uma boa dose de Jude Law nunca é demais, certo?
Daí que tem uma cena em que ele descobre que foi traído / trocado e pergunta: "Por que não eu?"
Acho que esse é o meu problema. Eu nunca pergunto. E não, não é por receio do que posso ouvir. Talvez seja orgulho. Talvez seja por covardia mesmo. Não sei. Confusão poderia ser meu sobrenome
Quer saber? Eu queria mesmo era ter coragem de te mandar ver esse filme. Acho que lhe cai muito bem.
Como uma luva.
OLD HABIT´S DIE HARD
I thought I shook myself free
You see I bounce back quicker than most
But I'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
Your all tangled up in my head
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
We haven't spoken in months
You see I've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and I'm late
But I've never taken your coats
you see I put a block on my phone
I act like an addict, I just got to have it
I never can leave it alone
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And it's hard enough to feel all the pain
Old habits die hard
Old habits die hard
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain.
(Mick Jagger)
Daí que tem uma cena em que ele descobre que foi traído / trocado e pergunta: "Por que não eu?"
Acho que esse é o meu problema. Eu nunca pergunto. E não, não é por receio do que posso ouvir. Talvez seja orgulho. Talvez seja por covardia mesmo. Não sei. Confusão poderia ser meu sobrenome
Quer saber? Eu queria mesmo era ter coragem de te mandar ver esse filme. Acho que lhe cai muito bem.
Como uma luva.
OLD HABIT´S DIE HARD
I thought I shook myself free
You see I bounce back quicker than most
But I'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
Your all tangled up in my head
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
We haven't spoken in months
You see I've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and I'm late
But I've never taken your coats
you see I put a block on my phone
I act like an addict, I just got to have it
I never can leave it alone
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And it's hard enough to feel all the pain
Old habits die hard
Old habits die hard
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain.
(Mick Jagger)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Amizade (também) é isso...
“Você não precisa das migalhas do pão dele”
Sabe quando você precisa só de uma brisa pra soprar no seu ouvido uma certeza que, por um motivo inexplicável você tem, mas que permanece adormecida?
Amigos existem para nos garantirem esse sopro. E Fernanda Amparo mais ainda.
Obrigada, amiga!
terça-feira, 22 de junho de 2010
O pior de tudo...
É que quando resolvo que mesmo bêbada, carente ou te querendo com todas as minhas forças, eu não vou mais te querer, quando nem estou mais pensando (tanto) em você, eu recebo suas notícias pela metade. Como se fosse um jornal velho ou rasgado na vertical.
E essa merda que é a minha curiosidade me instiga a buscar o que não sei.
Juro que nem me esforcei muito pra juntar os pedaços e ter a página por inteiro. E me assustei com o horror.
Mas você é estranho. E eu não poderia esperar que nada diferente viesse de você.
E, quer saber? Na sua diferença você não pediu que eu me aproximasse tanto. Na sua diferença você se afastou e achou que tudo bem.
Então tá.
Tudo bem.
(ou não)
E essa merda que é a minha curiosidade me instiga a buscar o que não sei.
Juro que nem me esforcei muito pra juntar os pedaços e ter a página por inteiro. E me assustei com o horror.
Mas você é estranho. E eu não poderia esperar que nada diferente viesse de você.
E, quer saber? Na sua diferença você não pediu que eu me aproximasse tanto. Na sua diferença você se afastou e achou que tudo bem.
Então tá.
Tudo bem.
(ou não)
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Quem avisa amigo é [2]
Cabe perfeitamente no momento atual.
Só quem está aonde estou, neste momento, entende.
#amizadefeelings...
Clica aqui
Só quem está aonde estou, neste momento, entende.
#amizadefeelings...
Clica aqui
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Mil ideias na cabeça
Estou tossindo há cerca de 1 mês.
Falta 1 semana para meu chefe ir para SP (mas vai continuar sendo meu chefe, ainda bem).
Faltam 5 dias para eu ir para Buenos Aires com a minha irmã.
Faltam 30 dias para as minhas férias.
Falta uma vida pra eu ser feliz ao menos uns 80%.
É muita tosse, muito remédio, muita coisa no trabalho para terminar em pouco tempo, muita expectativa para mais uma viagem regada a compra, comida, bebida e divertimento com a minha irmã (pena que as outras 2 não vão) e muito cansaço esperando as férias para virar descanso.
Deve ser por isso que a tosse não vai embora. Deve ser por isso que estou comendo o mundo. Deve ser por isso que estou agitada. Deve ser por isso que tenho falado mais do que o normal.
Deve ser por isso.
Deve ser.
Deve.
Falta 1 semana para meu chefe ir para SP (mas vai continuar sendo meu chefe, ainda bem).
Faltam 5 dias para eu ir para Buenos Aires com a minha irmã.
Faltam 30 dias para as minhas férias.
Falta uma vida pra eu ser feliz ao menos uns 80%.
É muita tosse, muito remédio, muita coisa no trabalho para terminar em pouco tempo, muita expectativa para mais uma viagem regada a compra, comida, bebida e divertimento com a minha irmã (pena que as outras 2 não vão) e muito cansaço esperando as férias para virar descanso.
Deve ser por isso que a tosse não vai embora. Deve ser por isso que estou comendo o mundo. Deve ser por isso que estou agitada. Deve ser por isso que tenho falado mais do que o normal.
Deve ser por isso.
Deve ser.
Deve.
O problema é que eu vou muito com a sua cara
Ouvi isso muitas vezes de você.
E no início realmente o problema era seu.
Você ia muito com a minha cara. E isso foi dito e repetido, com um sorriso e um piscar de olhos mais lento do que o automatismo humano realiza milhares de vezes por dia.
Mas aí o tempo passou e eu fiz a burrice de me desarmar. E aí EU passei a ir muito com a sua cara. "Merda, eu vou muito com a sua cara!" Esse estranho carinho para dizer algo passou a ser meu.
E no fim o problema passou a ser meu.
*o momento merece essa música aqui.
E no início realmente o problema era seu.
Você ia muito com a minha cara. E isso foi dito e repetido, com um sorriso e um piscar de olhos mais lento do que o automatismo humano realiza milhares de vezes por dia.
Mas aí o tempo passou e eu fiz a burrice de me desarmar. E aí EU passei a ir muito com a sua cara. "Merda, eu vou muito com a sua cara!" Esse estranho carinho para dizer algo passou a ser meu.
E no fim o problema passou a ser meu.
*o momento merece essa música aqui.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
De tudo aquilo que se espera...
Com o tempo a gente aprende a não esperar muito das pessoas.
Isso não é ruim.
Desde que você seja feliz.
Mesmo assim
Isso não é ruim.
Desde que você seja feliz.
Mesmo assim
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Da vontade de esquecer...
Preciso de concentração para trabalhar.
Já deletei seu telefone, apaguei as mensagens do celular, os e-mail´s, e me esforço todos os dias para esquecer que você possui quase as mesmas redes de relacionamento que eu.
Já deixei de freqüentar alguns lugares, mas decididamente não vou me afastar de algumas pessoas que também andam com você.
Então, se você pudesse ir embora da minha mente e levar junto com você a lembrança do seu rosto, cheiro, respiração e outros etecéteras eu ficaria imensamente agradecida.
Talvez eu até consiga te querer menos (acredite, estou tentando) se você puder me fazer este favor.
terça-feira, 30 de março de 2010
Lembranças...
Lembrança? Saudosismo? Os dois sentimentos não se completam?
Não sei. Sei apenas que ando saudosista. E curtindo boas lembranças.
No sábado passado baixou a "Amélia". Arrumação geral. Casa, quarto, prateleira, armário, sapatos... Coisas que sempre fiz quando era mais nova, e que hoje me recuso a fazer sempre que posso. Quer dizer. Sempre que a faxineira pode (e quer) vir aqui em casa.
Mas sei lá. Acordei diferente naquele dia. Resolvi começar pelo meu quarto. E ao limpar livros na estante encontrei fotos antigas que me são preciosas e que há muito eu pensava ter perdido. E rever aquelas fotos só me trouxe boas recordações.
Mas foi só quando resolvi encarar a pilha de roupa amarrotada que as boas lembranças me vieram.
Como passar roupa sem me lembrar da D. Dila? Uma senhora que, durante toda a minha infância, passou roupa na minha casa. Que me fazia levantar cedo quando ia lá em casa, porque eu é que tinha que preparar o café da manhã dela. E depois trazer o suco de maracujá mais ralo e doce que uma criança é capaz de fazer e uma senhora de idade é capaz de gostar. Que me fazia ficar sentada embaixo da mesa, ouvindo seus casos, enquanto eu desfiava vários e vários retalhos de pano da minha mãe (quer me ver feliz? Dê-me um pedaço de pano para eu desfiar).
Como lavar o banheiro e, com aquele calor e aquela água gelada, não lembrar da farra que eu fazia quando me juntava à minha mãe e às empregadas para uma faxina geral naquela casa imensa em que cresci?
E como não lembrar daquela casa? Ah! Como fui feliz!!
Como eu adorava aquele jardim! Como me divertia fazendo túneis de caixas de remédio para as lagartas do coqueiro atravessarem. Como eu me maravilhava, em toda primavera, com aquela trepadeira de pequenas flores cor de rosa que coloriam o telhado, e que eu admirava da rua.
Aquele monte de pés de goiaba... O imenso tacho de cobre fumegando no meio do quintal, de onde sairia a melhor goiabada-cascão que uma família pode fazer.
O chão "vermelho-queimado" da cozinha. Meu mini fogão a lenha, com direito a panelinhas, mesinha de madeira e "cachoeira de mangueira" no sábado.
O medo que eu tinha de ir no sótão por causa de um gato preto que vivia lá. Mas mesmo assim eu ia. Porque as goiabas brancas mais crocantes só tinham como ser apanhadas lá de cima. E descer dependurada no corrimão era uma delícia!
Papai sentado na cadeira de balanço, todo domingo, cumprindo o ritual Globo Rural-Fórmula 1 e sempre dizendo: "lá vem o Senna! Na ponta dos dedos! Se não quebrar ganha!".
(o Senna se foi. Papai também. E a Fórmula 1 perdeu o encanto. Pelo menos para mim)
A C10 amarela (C10 é uma caminhonete mega antiga, da Chevrolet, pra quem não sabe). Parecia uma gema de ovo ambulante! Mas que nos levava em segurança para a fazenda. Criança gosta de andar na carroceria, com vento batendo no rosto, comendo poeira e cantando alto!
Meus bichos...
- Madeira e Lontano, os papagaios que destruíam os bancos das bicicletas, mas que amavam miolo de pão molhado com leite.
- Porcina, a cachorra que, na época de Roque Santeiro, andava comigo pela rua com aquele laçarote gigantesco na cabeça (eu com o meu, ela com o dela. Hoje é ridículo. Na época era lindo).
- Bambina, uma veada que ganhei de um vizinho e que sempre estava deitada no tapete, entre as duas camas do meu quarto, sempre que eu voltava da escola.
- O monte de coelho que eu já tive. Sempre ganhava um de aniversário, mas eles sempre fugiam. Eu ficava triste, mas sabia que no ano seguinte a Ivani me daria outro.
- Togo, Trovão e Diana. Já tive muitos cachorros. E sempre tinha algum com esse nome.
A "minha porquinha"... Não, não é um bicho. É a Sônia, que trabalhava com papai, que adorava jiló cru e com sal, e que só me chamava de "minha porquinha".
As brincadeiras de rua... As brigas de rua... Depois das brigas as mães discutiam, cada uma defendendo seu filho, e nós, sem entender porque aquilo começou e nem como terminou, já estávamos envolvidos em uma nova brincadeira.
Mas depois que eu virei "gente grande" e me mudei, tudo isso virou lembrança.
A casa virou um hotel.
E a cidade perdeu o sentido. Virou "a Januária velha", como dizia o Enrico quando era novinho.
E agora eu estou aqui, rindo e chorando ao mesmo tempo. Mas são lágrimas boas, de uma saudade que dói, mas que não machuca. Se é que isso é possível.
E a intenção nem era escrever sobre isso. Era falar do quanto eu gosto do filme Romeu e Julieta em sua versão moderna, com Leonardo Dicaprio e Claire Danes. Na verdade era para falar do quanto eu gosto, especialmente, da cena do aquário. Mas, ao ouvir a música, as lembranças acima se acenderam.
O assunto "filme" não cabe mais nesse texto. Mas o vídeo sim. Pela lembrança, pela delicadeza. Porque eu quero.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Saber Viver
Saber Viver
Cora Coralina
Não sei... se a vida é curta
Ou longa demais para nós
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita.
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é nada de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja curta, nem longa demais
Mas que seja intensa, verdadeira e pura...
enquanto durar.
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Das peças que a vida prega...
Puxa vida! Puxa! Vida! Vc tinha que me aprontar mais uma presepada dessas?
E agora, o que é que eu faço com a minha consciência? Não que eu tenha tido culpa de nada, mas estou no meio (ou fui colocada no meio), né?
Vida, vida...
Ah anjo da guarda peralta! Você se juntou ao cupido-estúpido e resolveu brincar de pegadinha comigo, é? Abre seu olho que eu corto a asa dos dois! Aonde já se viu isso? Vou trancar vocês dois num pote e colocar de castigo, de cabeça para baixo! O combinado não era esperar mais um pouco até vocês virem me sacudir de novo? Eu não falei que estava proibido colocar qualquer pessoa na minha frente?
Mas não... Vocês tinham que me aparecer com uma figura dessas, nada a ver, sem quê nem porquê, sem me dar tempo pra pensar, e daí me jogaram penhasco abaixo. E me jogaram sozinha!
Mas eu ainda pego vocês dois na reta...
(ou será que pego os três?)
E agora, o que é que eu faço com a minha consciência? Não que eu tenha tido culpa de nada, mas estou no meio (ou fui colocada no meio), né?
Vida, vida...
Ah anjo da guarda peralta! Você se juntou ao cupido-estúpido e resolveu brincar de pegadinha comigo, é? Abre seu olho que eu corto a asa dos dois! Aonde já se viu isso? Vou trancar vocês dois num pote e colocar de castigo, de cabeça para baixo! O combinado não era esperar mais um pouco até vocês virem me sacudir de novo? Eu não falei que estava proibido colocar qualquer pessoa na minha frente?
Mas não... Vocês tinham que me aparecer com uma figura dessas, nada a ver, sem quê nem porquê, sem me dar tempo pra pensar, e daí me jogaram penhasco abaixo. E me jogaram sozinha!
Mas eu ainda pego vocês dois na reta...
(ou será que pego os três?)
sábado, 20 de março de 2010
Simples assim...
“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes... Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
(Martha medeiros - escritora e jornalista)
quinta-feira, 11 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
E lá se vai mais um dia...
É tão diferente... De tudo. De todos. Dos meus moldes. De mim.
Faz falta porquê? Pra quê? Pra quem?
E porque tanto distanciamento? Está tão distante, sendo que esteve tão presente.
Não me prometeu, e em nenhum momento eu pedi. Nada. Eu quis. Eu quero. Mas não pedi. Guardei pra mim.
Porque não tenho certeza de nada. Não quero ser eu a responsável por um começo impensado ou um fim abrupto. Fim de tudo. Do pouco e do muito que pode ser. Ou que poderia ter sido.
E se eu não sei mesmo de nada, porque raios eu me sinto assim, incomodada?
Há pouco faltava admitir. Agora não falta mais.
E é assim que (não) vai ficar.
Faz falta porquê? Pra quê? Pra quem?
E porque tanto distanciamento? Está tão distante, sendo que esteve tão presente.
Não me prometeu, e em nenhum momento eu pedi. Nada. Eu quis. Eu quero. Mas não pedi. Guardei pra mim.
Porque não tenho certeza de nada. Não quero ser eu a responsável por um começo impensado ou um fim abrupto. Fim de tudo. Do pouco e do muito que pode ser. Ou que poderia ter sido.
E se eu não sei mesmo de nada, porque raios eu me sinto assim, incomodada?
Há pouco faltava admitir. Agora não falta mais.
E é assim que (não) vai ficar.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Girls just wanna have fun
As amigas, felizes depois de dançar até amanhecer, porém famintas, param em uma lanchonete. Riem ao se lembrar da noite passada enquanto degustam os sanduíches, e eis que do nada surge um rapaz tentando puxar assunto, também com seu lanche.
Não contente em ter sido delicadamente ignorado na maior parte do tempo, assim que as duas se levantam para ir embora ele se oferece: "espera, eu acabo de comer e deixo vocês em casa!".
Sem pestanejar uma delas rebate: "a gente mora em Contagem."
A cara de desconsolo do rapaz faz com que as duas gargalhem ainda mais.
"Brincadeira, não moramos em Contagem, mas vamos de táxi mesmo."
E o coitado ficou lá, com cara de tacho.
É, realmente, girls just wanna have fun...
Não contente em ter sido delicadamente ignorado na maior parte do tempo, assim que as duas se levantam para ir embora ele se oferece: "espera, eu acabo de comer e deixo vocês em casa!".
Sem pestanejar uma delas rebate: "a gente mora em Contagem."
A cara de desconsolo do rapaz faz com que as duas gargalhem ainda mais.
"Brincadeira, não moramos em Contagem, mas vamos de táxi mesmo."
E o coitado ficou lá, com cara de tacho.
É, realmente, girls just wanna have fun...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Cada um com seu cada qual
"Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para satisfazer às suas expectativas.
Você não está neste mundo para satisfazer às minhas expectativas.
Eu faço as minhas coisas.
Você faz as suas.
E quando nos encontramos é muito bom.”
(Fritz Perls)
Você é você.
Eu não estou neste mundo para satisfazer às suas expectativas.
Você não está neste mundo para satisfazer às minhas expectativas.
Eu faço as minhas coisas.
Você faz as suas.
E quando nos encontramos é muito bom.”
(Fritz Perls)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
I don't know what to believe in, you don't know who I am...
Hoje uma pessoa muito querida me disse que sou confusa. Não, não estava me criticando. Pelo menos acho que não, pois o contexto da conversa era outro.
Mas aí, depois de uns poucos minutos de conversa saí pra correr e, enquanto corria, resolvi pensar na vida.
E não é que ando confusa mesmo? Sentimentos, sensações, objetivos, querências, carências...
É tanta coisa juntaamontoadaaomesmotempo, que às vezes cansa. Não sei se cansaço é a palavra certa.
Também não sei ao certo o que é.
E acho que é isso que vem me deixando com um nó na garganta, uma amarra no estômago e um aperto no coração.
A parte boa disso tudo, e se tem alguém que pode falar isso com toda a propriedade que cabe a alguém, essa pessoa sou eu, é que qualquer hora passa.
Enfim...
Hoje, só tomando uma dose cavalar de Fiona Apple...
Never is a Promise - o clip original está no youtube, mas adoro essa versão...
Mas aí, depois de uns poucos minutos de conversa saí pra correr e, enquanto corria, resolvi pensar na vida.
E não é que ando confusa mesmo? Sentimentos, sensações, objetivos, querências, carências...
É tanta coisa juntaamontoadaaomesmotempo, que às vezes cansa. Não sei se cansaço é a palavra certa.
Também não sei ao certo o que é.
E acho que é isso que vem me deixando com um nó na garganta, uma amarra no estômago e um aperto no coração.
A parte boa disso tudo, e se tem alguém que pode falar isso com toda a propriedade que cabe a alguém, essa pessoa sou eu, é que qualquer hora passa.
Enfim...
Hoje, só tomando uma dose cavalar de Fiona Apple...
Never is a Promise - o clip original está no youtube, mas adoro essa versão...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Quando a resolução não resolve...
Hoje eu queria.
Queria muito.
De verdade.
Queria não.
Quero.
Mas logo eu, tão resoluta, tão “falo o que quero, quando quero”, hoje estou travada.
Abro a boca, mas o som não sai. Tento escrever, mas meus dedos não alcançam as teclas.
Preciso de calma pra esperar os dias que faltam passar passarem.
É... acho que vou ali tomar meu remedinho antroposófico e dormir, antes que eu faça besteira.
Mudança parte II
Enjoei (de novo) da cara do blog. Já apanhei horrores, perdi a paciência e vou dormir.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Todo carnaval tem seu fim...
Acho que venho passando o carnaval em BH há uns 3 anos. Não sei ao certo.
Mas este ano foi dos melhores. Minhas queridas irmãs reunidas, muito riso, banhos renovadores de cachoeira (com direito a saltar de uns 3 metros de altura e... GERÔNIMOOOOOOOO!!!!!!!!!! ... TCHIBUM!!!... UHU!!!), litros de bebidas de todos os tipos, churrasco delicioso, feijoada perfeita. Tudo isso no meio do mato.
De volta à civilização, sol na piscina, wannabe bombante n´A Obra, mais litros de bebidas, novas amizades, mais um monte de muito riso, mais sol na piscina, champa na beira da piscina, mais riso, bloco de rua pra lembrar do meu tempo de interior (ê saudade que bate no meu coração!!!) ...
Enfim. Foi bom. Foi ótimo. Acho que ano que vem eu quero de novo. Aliás, tenho certeza.
E, claro, Los Hermanos não poderia faltar neste momento!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Lembranças de um passado que, agora, já passou...
Aquela tinha sido uma semana do cão: viagem demais para pouco dia útil. E lá fui eu fazer mais uma mala, mais um checkin, pegar mais uma turbulência, comer mais um lanche horroroso. Mas o motivo era mais do que excelente: rever e comemorar aniversário de um amigo muito querido. Cois que eu adoro.
E, no dia seguinte, a comemoração. Amigos reunidos, boa comiga, boa bebida, boa música, uma criança brincando com seu carrinho de madeira, e todo mundo feliz.
De repente ele chega. Todos se cumprimentasm e eles trocam poucas palavras, num diálogo civilizado. Ele se afasta e todos se perguntam... E principalmente para mim, apenas com um olhar: "como assim"? Como assim o quê? Eu sei o tanto quanto vocês sabem...
Aí ele puxa uma cadeira, assenta e entra na conversa. Papo vai, papo vem, pessoas se levantam da mesa, voltam, e de repente ele dispara, 3 anos depois, com o jeito de sempre, com a verdade e honestidade de sempre (e que, de tão honesto, beira a frieza), a pergunta cuja resposta que querida ouvir ele teve um dia. BUM!
Um ser humano com um pouco mais de normalidade encheria a mão. NA CARA ALHEIA. Mas não eu. Porque, naquele momento, eu estava disposta a, de uma vez por todas, lavar a roupa suja, ali, ao vivo e a cores. Sem demora. Sem receio. Sem esconder nada. E o diálogo foi longo. As cartas foram postas sobre a mesa. Sem reservas. Sem meias palavras. Uma mudança de conversa aqui, outra ali, assim que alguém se aproximava, mas eu ali, firme. Convicta.
Acabou. ACABOU. A-C-A-B-O-U!!!!!! Uma banda da qual eu gosto muito gravou uma música que se chama: O AMOR ACABOU!!!!!!
Então é isso. Acabou. FIM! QUER QUE EU DESENHE??
Ao longo da conversa, intensas crises de riso tomam conta de mim. Porque não tem como não achar engraçado como as coisas acontecem, como o mundo dá voltas, como o ser humano não tem certeza das coisas que quer, que deseja.
Ou tem?
E, ao final de tudo, uma cena que eu jamais poderia imaginar.
E, mais no fim ainda, eu reajo de uma forma que espanta até a mim mesma. É uma reação fria. Até de certa forma calculada. Sem sofrimento. Ali, naquele instante, aquele passado em carne e osso à minha frente me faz rever muita coisa em um milionésimo de segundo.
E foi ali, parada, em pé, naquele exato instante, que eu tive, provavelmente, a maior certeza da minha vida. E então eu me despedi. Sem olhar pra trás.
E ali, sozinha, já com a porta fechada, depois de toda a bebida consumida, a única certeza que eu tinha é a de que havia feito a coisa certa. Fiz com que ele entendesse que a escolha foi dele. No meio daquele monte de gente, do monte de bebida, do monte de conversas e rostos por todos os lados, a única convicção que eu tinha é a de que não, eu não o queria mais. Acabou. Passou.
Foi lindo? foi.
Foi intenso? Foi.
Valeu a pena? Valeu.
Era para ter um final feliz? Era.
Teve? Não.
A escolha foi minha? Não.
O arrependimento, se é que realmente existe, é meu? Não.
Há algo que eu possa fazer para mudar? Talvez.
Há algo que eu QUEIRA fazer para mudar? Talvez.
Então, é isso. Cada um para o seu lado.
Assunto encerrado.
E-N-T-E-R-R-A-D-O!!!!!!
E, no dia seguinte, a comemoração. Amigos reunidos, boa comiga, boa bebida, boa música, uma criança brincando com seu carrinho de madeira, e todo mundo feliz.
De repente ele chega. Todos se cumprimentasm e eles trocam poucas palavras, num diálogo civilizado. Ele se afasta e todos se perguntam... E principalmente para mim, apenas com um olhar: "como assim"? Como assim o quê? Eu sei o tanto quanto vocês sabem...
Aí ele puxa uma cadeira, assenta e entra na conversa. Papo vai, papo vem, pessoas se levantam da mesa, voltam, e de repente ele dispara, 3 anos depois, com o jeito de sempre, com a verdade e honestidade de sempre (e que, de tão honesto, beira a frieza), a pergunta cuja resposta que querida ouvir ele teve um dia. BUM!
Um ser humano com um pouco mais de normalidade encheria a mão. NA CARA ALHEIA. Mas não eu. Porque, naquele momento, eu estava disposta a, de uma vez por todas, lavar a roupa suja, ali, ao vivo e a cores. Sem demora. Sem receio. Sem esconder nada. E o diálogo foi longo. As cartas foram postas sobre a mesa. Sem reservas. Sem meias palavras. Uma mudança de conversa aqui, outra ali, assim que alguém se aproximava, mas eu ali, firme. Convicta.
Acabou. ACABOU. A-C-A-B-O-U!!!!!! Uma banda da qual eu gosto muito gravou uma música que se chama: O AMOR ACABOU!!!!!!
Então é isso. Acabou. FIM! QUER QUE EU DESENHE??
Ao longo da conversa, intensas crises de riso tomam conta de mim. Porque não tem como não achar engraçado como as coisas acontecem, como o mundo dá voltas, como o ser humano não tem certeza das coisas que quer, que deseja.
Ou tem?
E, ao final de tudo, uma cena que eu jamais poderia imaginar.
E, mais no fim ainda, eu reajo de uma forma que espanta até a mim mesma. É uma reação fria. Até de certa forma calculada. Sem sofrimento. Ali, naquele instante, aquele passado em carne e osso à minha frente me faz rever muita coisa em um milionésimo de segundo.
E foi ali, parada, em pé, naquele exato instante, que eu tive, provavelmente, a maior certeza da minha vida. E então eu me despedi. Sem olhar pra trás.
E ali, sozinha, já com a porta fechada, depois de toda a bebida consumida, a única certeza que eu tinha é a de que havia feito a coisa certa. Fiz com que ele entendesse que a escolha foi dele. No meio daquele monte de gente, do monte de bebida, do monte de conversas e rostos por todos os lados, a única convicção que eu tinha é a de que não, eu não o queria mais. Acabou. Passou.
Foi lindo? foi.
Foi intenso? Foi.
Valeu a pena? Valeu.
Era para ter um final feliz? Era.
Teve? Não.
A escolha foi minha? Não.
O arrependimento, se é que realmente existe, é meu? Não.
Há algo que eu possa fazer para mudar? Talvez.
Há algo que eu QUEIRA fazer para mudar? Talvez.
Então, é isso. Cada um para o seu lado.
Assunto encerrado.
E-N-T-E-R-R-A-D-O!!!!!!
Das coisas da vida...
Eu não sou do tipo de pessoa que reclama (muito) da vida.
Mas, se tem uma coisa que não posso fazer ultimamente é justamente reclamar da vida. Tudo bem que, em alguns aspectos, poderia melhorar. Mas podia estar pior. Então, olhando por este prisma, está tudo 100%.
Fato é que, nos últimos meses eu, no mínimo, ganhei dois novos amigos que quero ter na minha vida pra sempre. E com eles veio mais uma amizade. E, mais recentemente, veio mais uma. De graça, do nada
E hoje, ganhei mais duas.
Fútil? "AlôôôÔ!!!!, você se torna amiga das pessoas muito fácil!!" ?
Pode ser.
Não sei.
Quer dizer.
Tenho certeza que não.
Porque pra mim, amizade não quer dizer que você tem que ligar ou mandar um recado todo dia. Ou conhecer há meses / anos.
Porque pra mim, amizade é quando você se identifica com uma pessoa. Você pode conviver ou não diariamente com essa pessoa (ou com mais de uma pessoa), ou pode tê-las conhecido há menos de 24horas. E ainda assim ter certeza de que conheceu suas mais novas amigas de infância.
Falante que sou, conheço pessoas praticamente todos os dias. E nem por isso elas vão para a minha "caixa de amigos".
Recentemente eu "perdi" uma melhor amiga de infância. Não, não se assustem. Ela está vivinha da silva. Está linda e feliz. "Ali", na Itália.
Mas tenho certeza de que hoje eu ganhei 3 novas melhores amigas de infância.
E isso me basta.
Mas, se tem uma coisa que não posso fazer ultimamente é justamente reclamar da vida. Tudo bem que, em alguns aspectos, poderia melhorar. Mas podia estar pior. Então, olhando por este prisma, está tudo 100%.
Fato é que, nos últimos meses eu, no mínimo, ganhei dois novos amigos que quero ter na minha vida pra sempre. E com eles veio mais uma amizade. E, mais recentemente, veio mais uma. De graça, do nada
E hoje, ganhei mais duas.
Fútil? "AlôôôÔ!!!!, você se torna amiga das pessoas muito fácil!!" ?
Pode ser.
Não sei.
Quer dizer.
Tenho certeza que não.
Porque pra mim, amizade não quer dizer que você tem que ligar ou mandar um recado todo dia. Ou conhecer há meses / anos.
Porque pra mim, amizade é quando você se identifica com uma pessoa. Você pode conviver ou não diariamente com essa pessoa (ou com mais de uma pessoa), ou pode tê-las conhecido há menos de 24horas. E ainda assim ter certeza de que conheceu suas mais novas amigas de infância.
Falante que sou, conheço pessoas praticamente todos os dias. E nem por isso elas vão para a minha "caixa de amigos".
Recentemente eu "perdi" uma melhor amiga de infância. Não, não se assustem. Ela está vivinha da silva. Está linda e feliz. "Ali", na Itália.
Mas tenho certeza de que hoje eu ganhei 3 novas melhores amigas de infância.
E isso me basta.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Lembranças de um passado que não passa...
Estou há quase 3 meses com um texto entalado na cabeça e uma angústia gigantesca presa no coração.
Já escrevi em primeira pessoa, em terceira, em narrativa... E nada!
Qualquer hora eu acabo com isso.
Dane-se quem vai ler. Dane-se o que vai acontecer.
Vou fechar os olhos, relembrar de tudo de uma só vez, escrever, postar e esquecer pra sempre.
Esquecer dele.
E da história.
Enterrar. De uma vez por todas.
Já escrevi em primeira pessoa, em terceira, em narrativa... E nada!
Qualquer hora eu acabo com isso.
Dane-se quem vai ler. Dane-se o que vai acontecer.
Vou fechar os olhos, relembrar de tudo de uma só vez, escrever, postar e esquecer pra sempre.
Esquecer dele.
E da história.
Enterrar. De uma vez por todas.
Devaneios de vida...
Ah! Me socorre que hoje não quero fechar a porta com essa fome na boca.
Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair pra dentro de você.
Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio.
Vontade de encostar a cabeça no ombro de alguém que contasse baixinho uma história qualquer...
Meu deus. Como você me doía vezenquando.
Me queira bem. Estou te querendo muito bem neste minuto.
Tenho uma parte que acredita em finais felizes. Em beijo antes dos créditos. Enquanto outra acha que só ama errado.
Sobretudo não se angustie procurando-o: ele virá até você, quando você e ele estiverem prontos.
A gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros.
Chorei por três horas, depois dormi dois dias. Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite.
Só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave, bate-papos que me faça, sorrir, algum nível de embriaguez e a sincronicidade...
Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.
E decidiu: vou viajar. Porque não morri, porque é verão, porque é tarde demais e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi e ainda mais do que já vi...
E tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo... que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu. E eu era.
Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
Nunca, jamais, diga o que sente. Por mais que doa, por mais que te faça feliz. Quando sentir algo muito forte, peça um drink.
Amor é falta de QI. Tenho cada vez mais certeza.
Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada...
Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair pra dentro de você.
Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio.
Vontade de encostar a cabeça no ombro de alguém que contasse baixinho uma história qualquer...
Meu deus. Como você me doía vezenquando.
Me queira bem. Estou te querendo muito bem neste minuto.
Tenho uma parte que acredita em finais felizes. Em beijo antes dos créditos. Enquanto outra acha que só ama errado.
Sobretudo não se angustie procurando-o: ele virá até você, quando você e ele estiverem prontos.
A gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros.
Chorei por três horas, depois dormi dois dias. Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite.
Só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave, bate-papos que me faça, sorrir, algum nível de embriaguez e a sincronicidade...
Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.
E decidiu: vou viajar. Porque não morri, porque é verão, porque é tarde demais e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi e ainda mais do que já vi...
E tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo... que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu. E eu era.
Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
Nunca, jamais, diga o que sente. Por mais que doa, por mais que te faça feliz. Quando sentir algo muito forte, peça um drink.
Amor é falta de QI. Tenho cada vez mais certeza.
Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada...
Não, as frases acima não são minhas. Estavam por aí. Agora estão aqui. Apenas ordenadas de acordo com meu caos. Um ponto aqui aonde havia uma vírgula ali. Pura licença poética, ainda não solicitada...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
TPM
Não, não é um efeito causado por um evento mensal do corpo feminino.
É um terrível monstro que se apodera da nossa mente e, quando não causa um estrago gigantesco, passa bem perto.
É isso.
Ainda bem que contei até 5!
=D
É um terrível monstro que se apodera da nossa mente e, quando não causa um estrago gigantesco, passa bem perto.
É isso.
Ainda bem que contei até 5!
=D
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Quem avisa, amigo é!
Espero que todo mundo que passe por aqui e leia o título entenda bem a parte do "loucuras de uma cabeça que vive a mil por hora".
Sim, eu vivo a mil por hora, minha vida é uma loucura, falo pelos cotovelos (acho que já disse isso em algum momento), gosto de ter gente por perto, e inicio uma frase já pensando na segunda. E sim, tenho certeza que tenho macaquinhos no sótão, e foram desenhados pelo Ziraldo!
Assim sendo, aqui, neste espaço que é MEU, caberão pensamentos sensatos, insensatos, angústias, alegrias, desabafos.
Aqui escreverei o que muitas pessoas vão gostar de ler, outras não. Mas não vou escrever sobre a balada do final de semana, postar fotos de amigos, etc. Não esperem por isso. E, meus amigos, não tenham esta preocupação.
Algumas pessoas vão se enxergar em algumas histórias e vão achar bom, porque elas serão alegres, engraçadas e verdadeiras. Outras vão se enxergar e não vão gostar. Sólamento! A vida é assim mesmo.
Algumas histórias parecerão reais, mas serão devaneios totais, absolutos e generalizados. Estorinhas mesmo, já vou avisando. E se você se enxergar na história e achar que é verdade, aí já não é minha culpa. É culpa da vida mesmo, que é "assim, ó" de coincidências. Algumas boas, outras não.
Agora, se você me conhece, se faz parte da minha vida real, aí vai o aviso: NÃO TIRE CONCLUSÕES SOBRE O QUE VOCÊ VIER A LER AQUI!!! Se você faz parte desse meu mundo, me liga, me manda e-mail, vai lá em casa e conversa comigo. Entendeu ou preciso desenhar?
Aliás, não tire conclusões sobre o que eu escrever, disser ou der a entender. Sou confusa às vezes, mas sempre verdadeira. Quem me conhece bem sabe que quando eu quero eu falo, ligo, faço, peço, compro, assumo. Ainda que eu quebre a cara.
E... não... eu não resolvi escrever isso tudo por causa de nenhum questionamento específico.
Resolvi escrever porque não consigo terminar um outro texto. Não consigo transpôr coisas ainda não-ditas, ou ditas por meias-palavras, que foi a melhor opção no momento, quando a outra opção era a ofensa. E, creia-me, o texto está ofensivo.
E também não tenho pretensão de virar uma "blogueira". Não tenho tempo, paciência, e talvez nem tenha tanto talento assim para escrever.
Sabe quando você acorda e pensa: "hoje vou cortar o cabelo" ou "hoje vou fazer uma tatoo" ou "hoje vou lavar o carro"? Pois foi assim que isso aqui nasceu. Cheguei um dia do trabalho e resolvi: vou escrever num blog. É mais barato do que terapia. (e ainda bem que sou uma psicóloga que não depende de pacientes / clientes para sobreviver).
É isso.
=D
Sim, eu vivo a mil por hora, minha vida é uma loucura, falo pelos cotovelos (acho que já disse isso em algum momento), gosto de ter gente por perto, e inicio uma frase já pensando na segunda. E sim, tenho certeza que tenho macaquinhos no sótão, e foram desenhados pelo Ziraldo!
Assim sendo, aqui, neste espaço que é MEU, caberão pensamentos sensatos, insensatos, angústias, alegrias, desabafos.
Aqui escreverei o que muitas pessoas vão gostar de ler, outras não. Mas não vou escrever sobre a balada do final de semana, postar fotos de amigos, etc. Não esperem por isso. E, meus amigos, não tenham esta preocupação.
Algumas pessoas vão se enxergar em algumas histórias e vão achar bom, porque elas serão alegres, engraçadas e verdadeiras. Outras vão se enxergar e não vão gostar. Sólamento! A vida é assim mesmo.
Algumas histórias parecerão reais, mas serão devaneios totais, absolutos e generalizados. Estorinhas mesmo, já vou avisando. E se você se enxergar na história e achar que é verdade, aí já não é minha culpa. É culpa da vida mesmo, que é "assim, ó" de coincidências. Algumas boas, outras não.
Agora, se você me conhece, se faz parte da minha vida real, aí vai o aviso: NÃO TIRE CONCLUSÕES SOBRE O QUE VOCÊ VIER A LER AQUI!!! Se você faz parte desse meu mundo, me liga, me manda e-mail, vai lá em casa e conversa comigo. Entendeu ou preciso desenhar?
Aliás, não tire conclusões sobre o que eu escrever, disser ou der a entender. Sou confusa às vezes, mas sempre verdadeira. Quem me conhece bem sabe que quando eu quero eu falo, ligo, faço, peço, compro, assumo. Ainda que eu quebre a cara.
E... não... eu não resolvi escrever isso tudo por causa de nenhum questionamento específico.
Resolvi escrever porque não consigo terminar um outro texto. Não consigo transpôr coisas ainda não-ditas, ou ditas por meias-palavras, que foi a melhor opção no momento, quando a outra opção era a ofensa. E, creia-me, o texto está ofensivo.
E também não tenho pretensão de virar uma "blogueira". Não tenho tempo, paciência, e talvez nem tenha tanto talento assim para escrever.
Sabe quando você acorda e pensa: "hoje vou cortar o cabelo" ou "hoje vou fazer uma tatoo" ou "hoje vou lavar o carro"? Pois foi assim que isso aqui nasceu. Cheguei um dia do trabalho e resolvi: vou escrever num blog. É mais barato do que terapia. (e ainda bem que sou uma psicóloga que não depende de pacientes / clientes para sobreviver).
É isso.
=D
sábado, 9 de janeiro de 2010
Explicando o post lá de baixo...
Quem me conhece sabe que eu falo pelos cotovelos, adoro ficar rodeada de pessoas e da família, etc.
Mas sabe também que eu tenho meus momentos "tô de altas", e aí eu fico quieta,calada, no meu canto.
E esses dias têm sido meio assim. E hoje fiz algo que não fazia há muito tempo.
Depois de resolver minhas férias, saí andando por aí, sem planos, ouvindo boa música no ipod. No meio do caminho, um sorvete de maracujá delicioso da São Domingos, cachorros passeando com seus donos, e uma olhada em uma vitrine e outra (sem comprar nada!!! olha o progresso!!!). A Cristóvão Colombo nem pareceu tão comprida, a Praça da Liberdade estava vazia e perfeitamente fresca, se comparada ao sol quente de 1 da tarde. E, já quase em casa e morrendo de sede, eis que o Inimá de Paula olha pra mim e diz: ô vizinha relapsa! Vem me visitar! E fui.
Como posso morar tão perto, ter acompanhado a reforma, e ATÉ HOJE não ter entrado naquele lugar maravilhoso?
Nem precisava dos quadros na parede (mentira, precisava sim!). O lugar, por si só, já enche a alma de alegria. A exposição é do próprio Inimá, e do jovem francês Stéphane Vigny.
Vale a visita.
Vale o sorriso no rosto.
Vale a explosão de cores frente aos olhos.
Vale muito um pouco disso aqui:
Percorrer o museu por inteiro, depois sentar nestes bancos e rever um pouco de tudo por outro ângulo é realmente um afago na alma...
Mas sabe também que eu tenho meus momentos "tô de altas", e aí eu fico quieta,calada, no meu canto.
E esses dias têm sido meio assim. E hoje fiz algo que não fazia há muito tempo.
Depois de resolver minhas férias, saí andando por aí, sem planos, ouvindo boa música no ipod. No meio do caminho, um sorvete de maracujá delicioso da São Domingos, cachorros passeando com seus donos, e uma olhada em uma vitrine e outra (sem comprar nada!!! olha o progresso!!!). A Cristóvão Colombo nem pareceu tão comprida, a Praça da Liberdade estava vazia e perfeitamente fresca, se comparada ao sol quente de 1 da tarde. E, já quase em casa e morrendo de sede, eis que o Inimá de Paula olha pra mim e diz: ô vizinha relapsa! Vem me visitar! E fui.
Como posso morar tão perto, ter acompanhado a reforma, e ATÉ HOJE não ter entrado naquele lugar maravilhoso?
Nem precisava dos quadros na parede (mentira, precisava sim!). O lugar, por si só, já enche a alma de alegria. A exposição é do próprio Inimá, e do jovem francês Stéphane Vigny.
Vale a visita.
Vale o sorriso no rosto.
Vale a explosão de cores frente aos olhos.
Vale muito um pouco disso aqui:
Percorrer o museu por inteiro, depois sentar nestes bancos e rever um pouco de tudo por outro ângulo é realmente um afago na alma...
Ah! As fotos foram devidamente autorizadas pelo museu, tá! Eu nem ia pedir, mas já que a moça falou que podia...
Uma tarde no museu...
O Arlequim e o Girassol - Inimá de Paula
"Me interesso mais nas questões humanas que nos objetos, mas penso que os objetos falam melhor dos humanos do que eles mesmos." (Stéphane Vigny)
Essa obra aqui do lado é do Vigny.
Depois explico tudo isso. Agora cansei.
Bizarre love triangle
Essa vida é mesmo muito esquisita... Prega cada peça...
Engraçado que não sei de quem recebi essa figura, e a tenho há muito tempo.
E o mais engraçado (e o melhor de uma história inteira) é que há uns 3 meses eu mesma poderia ter escrito essa frase e feito esse desenho. Ainda que eu não tenha iniciado o assassinato, coube a mim jogar a última pá de terra.
Rá!
Mas a vida se encarrega mesmo de muitas coisas, né não?
Mistake
Pra mim, uma das melhores músicas do Moby.
Vale o esforço pra aprender a colocar um vídeo por aqui.
Vale o esforço pra aprender a colocar um vídeo por aqui.
Como isso aqui começou mesmo?
Não sei. Não faço ideia.
Sei que a história desse blog começou com uma necessidade absurda de colocar pra fora a pressão do trabalho (leia-se: quero trabalhar, chefe fica empatando)...
Aí comecei a escrever algumas coisas, mas achei que estavam muito pesadas, daí entrei numa fase Maysa "meu mundo caiu", e comecei a escrever sobre tudo, menos sobre a pressão do trabalho. Depois larguei. Mulher de fases? Talvez. Que mentira!!!!! Suuuuuuuuuper mulher de fases!!!!!!!!!!
2009 foi tenso. Foi bom. E tenso. E cansativo. E deu muuuuuuuuuuita vontade de parar o mundo e descer. E de pedir arrego. E de sair correndo, gritando e com os braços pra cima.
Aí criei coragem, mudei de área. Sabia muuuuuuuuuuito por alto do que se tratava, mas estava disposta. E consegui mudar. Rá! Se ferrou branquela!
É, me ferrei. Estou enlouquecida, mas há muito tempo não me sentia tão feliz com meu trabalho. E eu amo o que faço. Amo aonde trabalho. Tá bom que o que eu vou fazer a partir de agora não tem muito a ver com psicologia. Será que não tem mesmo?
Enfim... Agora a luz no fim do meu túnel voltou a brilhar. =D
Nãããããããooooooooo!!!!!!!!!! Meu túnel não é pequeno. Vai daqui atéééééé... Vá saber até aonde ele vai.
E agora meu jato vai taxiar em pista nova. Hehehehe... Muita coisa nova pra entender, muita meta pra cumprir, e o desafio de fazer as coisas bem feitas, como sempre fiz.
Aiai... 2010 tem vai ser O ANO.
Porque, quer saber? NEM O CÉU É O LIMITE!
PS: tá bom que ficou meio (meio, jura???) confuso, mas minha cabeça está fervilhando...
Sei que a história desse blog começou com uma necessidade absurda de colocar pra fora a pressão do trabalho (leia-se: quero trabalhar, chefe fica empatando)...
Aí comecei a escrever algumas coisas, mas achei que estavam muito pesadas, daí entrei numa fase Maysa "meu mundo caiu", e comecei a escrever sobre tudo, menos sobre a pressão do trabalho. Depois larguei. Mulher de fases? Talvez. Que mentira!!!!! Suuuuuuuuuper mulher de fases!!!!!!!!!!
2009 foi tenso. Foi bom. E tenso. E cansativo. E deu muuuuuuuuuuita vontade de parar o mundo e descer. E de pedir arrego. E de sair correndo, gritando e com os braços pra cima.
Aí criei coragem, mudei de área. Sabia muuuuuuuuuuito por alto do que se tratava, mas estava disposta. E consegui mudar. Rá! Se ferrou branquela!
É, me ferrei. Estou enlouquecida, mas há muito tempo não me sentia tão feliz com meu trabalho. E eu amo o que faço. Amo aonde trabalho. Tá bom que o que eu vou fazer a partir de agora não tem muito a ver com psicologia. Será que não tem mesmo?
Enfim... Agora a luz no fim do meu túnel voltou a brilhar. =D
Nãããããããooooooooo!!!!!!!!!! Meu túnel não é pequeno. Vai daqui atéééééé... Vá saber até aonde ele vai.
E agora meu jato vai taxiar em pista nova. Hehehehe... Muita coisa nova pra entender, muita meta pra cumprir, e o desafio de fazer as coisas bem feitas, como sempre fiz.
Aiai... 2010 tem vai ser O ANO.
Porque, quer saber? NEM O CÉU É O LIMITE!
PS: tá bom que ficou meio (meio, jura???) confuso, mas minha cabeça está fervilhando...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim,
ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
(Adélia Prado, Com licença poética)
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim,
ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
(Adélia Prado, Com licença poética)
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Mais um aniversário...
E eis que lá se vai mais uma vela. Uma primavera.
Lá se vai mais um saco de emoção. Mais um tanto de reflexão.
Meu ano hoje termina. E amanhã, começa tudo outra vez.
Nasço, cresço, envelheço. Envelheço? Não. Ganho mais apreço.
A cada recomeço, me esqueço. Mas se esqueço, onde vou parar?
Espera você, a sua vez, que eu não sei esperar.
Lá se vai mais um saco de emoção. Mais um tanto de reflexão.
Meu ano hoje termina. E amanhã, começa tudo outra vez.
Nasço, cresço, envelheço. Envelheço? Não. Ganho mais apreço.
A cada recomeço, me esqueço. Mas se esqueço, onde vou parar?
Espera você, a sua vez, que eu não sei esperar.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
OLD HABITS DIE HARD
I thought I shook myself free
You see I bounce back quicker than most
But I'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
Your all tangled up in my head
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
We haven't spoken in months
You see I've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and I'm late
But I've never taken your coats
you see I put a block on my phone
I act like an addict, I just got to have it
I never can leave it alone
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And it's hard enough to feel all the pain
Old habits die hard
Old habits die hard
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
(Rolling Stones)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Se não for...
Se não for pra amar eu nem gosto...
Se não for pra conseguir eu nem tento...
Se não falar alto eu nem ouço...
Se não for pra causar eu nem apareço...
Se não for inesquecível eu nem quero!!!
Se não for pra conseguir eu nem tento...
Se não falar alto eu nem ouço...
Se não for pra causar eu nem apareço...
Se não for inesquecível eu nem quero!!!
sábado, 12 de setembro de 2009
Sem moderação pra moderação...
Depois que postei o último texto, alguém me fez pensar um pouco sobre ele.
Sobrou o que quem vier aqui ler vai ver...
Eu não fico sentida com pequenas porções de sorvete, ainda mais como sobremesa. Essa preocupação não me atinge, até pq eu raramente peço sobremesa em restaurante, pq em raras vezes acho que é bem feito. E, quando peço, a última coisa em que penso é sorvete. A menos que seja um sorvete ultra-giga-mega diferente!
Costumo sair e comer o tanto que quero. Tá bom, mentira. Como o tanto que acho que devo, pq vivo brigando com a balança. Mas quando vou em aniversário ou festa de casamento... "Foda-se se eu tô gorda!!" É o que vem na minha cabeça. Eu me esbaldo na mesa de doces e ainda levo pra casa pra comer no café da manhã, se tiver chance. Se tiver bombom de mousse de limão então... eu me acabo!!!!!!!!! Acho, sim, que a vida tem algumas "meias porções". Mas a culpa é nossa. Quer dizer. Acho que de vez em quando meia porção é melhor do que uma porção inteira, senão a gente fica empanturrado.
Essa história de se fazer de difícil, ficar na dúvida se racha ou não a conta no primeiro encontro, e aquela dúvida que martela a cabeça de 90% das mulheres "se eu for pra cama no primeiro encontro ele vai me achar galinha?" é uma coisa complexa no universo feminino. Confesso que já me fiz de difícil, já fingi de morta na hora de pagar a conta e já fui pra minha casa tomar um banho gelado, mesmo morrendo de vontade de "arder no inferno". E também já fiz exatamente o contrário disso tudo. Mulher é assim. E eu não sou diferente. Mas prefiro ser "essa metamorfose ambulante" a viver preocupada com o que os outros vão ou não pensar de mim. O cara me achou galinha? DANE-SE PRA ELE!! Esse medo de parecer ou não galinha eu tinha quando era adolescente e morava no interior. Nas vezes em que fico encanada com alguma coisa e não faço o que quero, normalmente eu me arrependo. E quando quero correr atrás já é tarde. Às vezes me pego fazendo comparações com outras pessoas da minha idade, que já estão casadas, com filho, e totalmente independentes, e bate uma tristeza. Mas aí eu paro, reflito sobre tudo o que já vivi (se eu fosse me deixar abater pelas vicissitudes da vida, seria igual ao Hardy, a hiena: "oh céus! oh vida! o azar!". Prefiro ser o Lyppi, o Leão), faço uma comparação com pessoas que conheço, que sempre tiveram tudo de forma muito fácil, e vejo que sou muuuuuuuuuuuuito mais feliz!!! =)
É como diz a tia do meu cunhado, de uns 95 anos:"Quando eu ficar velha...". Pra quê que eu vou colocar 110% de seriedade na minha vida, se ela é tão colorida? Pago minhas contas, cumpro com as minhas responsabilidades, respeito as pessoas e os mais velhos... Quando eu tiver 90 anos e começar a ficar velha, vou parar para pensar em ser séria (ou não)...
E... quer saber? Ao invés de 05 bolasde sorvete de chocolate, uma caixa de trufas e o Richard Gere embrulhado pra presente, na verdade eu prefiro um belo petit gateau e o Dr Mark, de Grey´s Anatomy. Não vai dar? Então tragam-me as trufas de maracujá e um cobertor de orelha que já tá de bom tamanho. Estrago???? E desde quando ser feliz em demasia é estragar alguma coisa?
Sobrou o que quem vier aqui ler vai ver...
Eu não fico sentida com pequenas porções de sorvete, ainda mais como sobremesa. Essa preocupação não me atinge, até pq eu raramente peço sobremesa em restaurante, pq em raras vezes acho que é bem feito. E, quando peço, a última coisa em que penso é sorvete. A menos que seja um sorvete ultra-giga-mega diferente!
Costumo sair e comer o tanto que quero. Tá bom, mentira. Como o tanto que acho que devo, pq vivo brigando com a balança. Mas quando vou em aniversário ou festa de casamento... "Foda-se se eu tô gorda!!" É o que vem na minha cabeça. Eu me esbaldo na mesa de doces e ainda levo pra casa pra comer no café da manhã, se tiver chance. Se tiver bombom de mousse de limão então... eu me acabo!!!!!!!!! Acho, sim, que a vida tem algumas "meias porções". Mas a culpa é nossa. Quer dizer. Acho que de vez em quando meia porção é melhor do que uma porção inteira, senão a gente fica empanturrado.
Essa história de se fazer de difícil, ficar na dúvida se racha ou não a conta no primeiro encontro, e aquela dúvida que martela a cabeça de 90% das mulheres "se eu for pra cama no primeiro encontro ele vai me achar galinha?" é uma coisa complexa no universo feminino. Confesso que já me fiz de difícil, já fingi de morta na hora de pagar a conta e já fui pra minha casa tomar um banho gelado, mesmo morrendo de vontade de "arder no inferno". E também já fiz exatamente o contrário disso tudo. Mulher é assim. E eu não sou diferente. Mas prefiro ser "essa metamorfose ambulante" a viver preocupada com o que os outros vão ou não pensar de mim. O cara me achou galinha? DANE-SE PRA ELE!! Esse medo de parecer ou não galinha eu tinha quando era adolescente e morava no interior. Nas vezes em que fico encanada com alguma coisa e não faço o que quero, normalmente eu me arrependo. E quando quero correr atrás já é tarde. Às vezes me pego fazendo comparações com outras pessoas da minha idade, que já estão casadas, com filho, e totalmente independentes, e bate uma tristeza. Mas aí eu paro, reflito sobre tudo o que já vivi (se eu fosse me deixar abater pelas vicissitudes da vida, seria igual ao Hardy, a hiena: "oh céus! oh vida! o azar!". Prefiro ser o Lyppi, o Leão), faço uma comparação com pessoas que conheço, que sempre tiveram tudo de forma muito fácil, e vejo que sou muuuuuuuuuuuuito mais feliz!!! =)
É como diz a tia do meu cunhado, de uns 95 anos:"Quando eu ficar velha...". Pra quê que eu vou colocar 110% de seriedade na minha vida, se ela é tão colorida? Pago minhas contas, cumpro com as minhas responsabilidades, respeito as pessoas e os mais velhos... Quando eu tiver 90 anos e começar a ficar velha, vou parar para pensar em ser séria (ou não)...
E... quer saber? Ao invés de 05 bolasde sorvete de chocolate, uma caixa de trufas e o Richard Gere embrulhado pra presente, na verdade eu prefiro um belo petit gateau e o Dr Mark, de Grey´s Anatomy. Não vai dar? Então tragam-me as trufas de maracujá e um cobertor de orelha que já tá de bom tamanho. Estrago???? E desde quando ser feliz em demasia é estragar alguma coisa?
terça-feira, 8 de setembro de 2009
SEM MODERAÇÃO
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão... Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado. Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
(Danuza Leão)
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão... Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado. Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
(Danuza Leão)
terça-feira, 1 de setembro de 2009
...
Eu sou...
Uma rua sem movimento,
Uma estrada sem acostamento,
Uma lembrança do esquecimento.
Sou...
Um relógio parado no tempo,
Uma confusão de pensamentos,
Uma explosão de sentimentos,
Uma folha levada pelo vento.
Sou...
Um mundo novo, a todo momento!
(escrito em um dia qualquer, indo para o trabalho)
Uma rua sem movimento,
Uma estrada sem acostamento,
Uma lembrança do esquecimento.
Sou...
Um relógio parado no tempo,
Uma confusão de pensamentos,
Uma explosão de sentimentos,
Uma folha levada pelo vento.
Sou...
Um mundo novo, a todo momento!
(escrito em um dia qualquer, indo para o trabalho)
Já que amar está tão difícil...
Vamos beber!!!!!!
Afinal, alguém já viu uma Absolut dizendo que vai te ligar no outro dia, e não liga?
Ou então uma dose de Tequila dizendo que é jovem demais para se envolver?
Ou uma latinha de Cerveja pedindo um tempo para decidir se realmente é aquilo que quer?
Ou ainda uma Smirnoff dizendo que é a pessoa certa na hora errada?
Alguém já levou galho de um litro de Whisky por acaso? HEIN? HEIN? CONFESSA!!!!!!
Você já viu o Whisky brigar com a Vodca por causa do Energético?
Não. E nem vai ver. Porque eles dividem numa boa.
Francamente!!!!!!!
Então...
VAMOS BEBER, PORQUE AMAR TÁ FODA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Afinal, alguém já viu uma Absolut dizendo que vai te ligar no outro dia, e não liga?
Ou então uma dose de Tequila dizendo que é jovem demais para se envolver?
Ou uma latinha de Cerveja pedindo um tempo para decidir se realmente é aquilo que quer?
Ou ainda uma Smirnoff dizendo que é a pessoa certa na hora errada?
Alguém já levou galho de um litro de Whisky por acaso? HEIN? HEIN? CONFESSA!!!!!!
Você já viu o Whisky brigar com a Vodca por causa do Energético?
Não. E nem vai ver. Porque eles dividem numa boa.
Francamente!!!!!!!
Então...
VAMOS BEBER, PORQUE AMAR TÁ FODA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Todo mundo deveria ter um pijama listrado...
...e colorido!!!
Listrado, de bolinha, de florzinha, de ursinho. Fica ao gosto do freguês.
De uns meses para cá descobri que pijama de flanela é um artigo da seção "não posso morrer sem ter um" da nossa vida. Tá, pode parecer exagero, mas tem coisa melhor do que você chegar em casa, cansado e com frio, e depois de um banho quentinho (e daquele semi-choque térmico entre enxugar e vestir a roupa), vestir um pijama quentinho e calçar um bom par de meias? Ou acordar no final de semana, pegar o edredon, uma xícara de capuccino, e ir pro sofáNa verdade tem um monte de coisa melhor, mas na falta de outra coisa...
Sei lá.
Vai ver que é porque pijama de flanela lembra infância, e eu ando com uma saudade danada da minha.
Listrado, de bolinha, de florzinha, de ursinho. Fica ao gosto do freguês.
De uns meses para cá descobri que pijama de flanela é um artigo da seção "não posso morrer sem ter um" da nossa vida. Tá, pode parecer exagero, mas tem coisa melhor do que você chegar em casa, cansado e com frio, e depois de um banho quentinho (e daquele semi-choque térmico entre enxugar e vestir a roupa), vestir um pijama quentinho e calçar um bom par de meias? Ou acordar no final de semana, pegar o edredon, uma xícara de capuccino, e ir pro sofáNa verdade tem um monte de coisa melhor, mas na falta de outra coisa...
Sei lá.
Vai ver que é porque pijama de flanela lembra infância, e eu ando com uma saudade danada da minha.
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