Com o tempo a gente aprende a não esperar muito das pessoas.
Isso não é ruim.
Desde que você seja feliz.
Mesmo assim
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Da vontade de esquecer...
Preciso de concentração para trabalhar.
Já deletei seu telefone, apaguei as mensagens do celular, os e-mail´s, e me esforço todos os dias para esquecer que você possui quase as mesmas redes de relacionamento que eu.
Já deixei de freqüentar alguns lugares, mas decididamente não vou me afastar de algumas pessoas que também andam com você.
Então, se você pudesse ir embora da minha mente e levar junto com você a lembrança do seu rosto, cheiro, respiração e outros etecéteras eu ficaria imensamente agradecida.
Talvez eu até consiga te querer menos (acredite, estou tentando) se você puder me fazer este favor.
terça-feira, 30 de março de 2010
Lembranças...
Lembrança? Saudosismo? Os dois sentimentos não se completam?
Não sei. Sei apenas que ando saudosista. E curtindo boas lembranças.
No sábado passado baixou a "Amélia". Arrumação geral. Casa, quarto, prateleira, armário, sapatos... Coisas que sempre fiz quando era mais nova, e que hoje me recuso a fazer sempre que posso. Quer dizer. Sempre que a faxineira pode (e quer) vir aqui em casa.
Mas sei lá. Acordei diferente naquele dia. Resolvi começar pelo meu quarto. E ao limpar livros na estante encontrei fotos antigas que me são preciosas e que há muito eu pensava ter perdido. E rever aquelas fotos só me trouxe boas recordações.
Mas foi só quando resolvi encarar a pilha de roupa amarrotada que as boas lembranças me vieram.
Como passar roupa sem me lembrar da D. Dila? Uma senhora que, durante toda a minha infância, passou roupa na minha casa. Que me fazia levantar cedo quando ia lá em casa, porque eu é que tinha que preparar o café da manhã dela. E depois trazer o suco de maracujá mais ralo e doce que uma criança é capaz de fazer e uma senhora de idade é capaz de gostar. Que me fazia ficar sentada embaixo da mesa, ouvindo seus casos, enquanto eu desfiava vários e vários retalhos de pano da minha mãe (quer me ver feliz? Dê-me um pedaço de pano para eu desfiar).
Como lavar o banheiro e, com aquele calor e aquela água gelada, não lembrar da farra que eu fazia quando me juntava à minha mãe e às empregadas para uma faxina geral naquela casa imensa em que cresci?
E como não lembrar daquela casa? Ah! Como fui feliz!!
Como eu adorava aquele jardim! Como me divertia fazendo túneis de caixas de remédio para as lagartas do coqueiro atravessarem. Como eu me maravilhava, em toda primavera, com aquela trepadeira de pequenas flores cor de rosa que coloriam o telhado, e que eu admirava da rua.
Aquele monte de pés de goiaba... O imenso tacho de cobre fumegando no meio do quintal, de onde sairia a melhor goiabada-cascão que uma família pode fazer.
O chão "vermelho-queimado" da cozinha. Meu mini fogão a lenha, com direito a panelinhas, mesinha de madeira e "cachoeira de mangueira" no sábado.
O medo que eu tinha de ir no sótão por causa de um gato preto que vivia lá. Mas mesmo assim eu ia. Porque as goiabas brancas mais crocantes só tinham como ser apanhadas lá de cima. E descer dependurada no corrimão era uma delícia!
Papai sentado na cadeira de balanço, todo domingo, cumprindo o ritual Globo Rural-Fórmula 1 e sempre dizendo: "lá vem o Senna! Na ponta dos dedos! Se não quebrar ganha!".
(o Senna se foi. Papai também. E a Fórmula 1 perdeu o encanto. Pelo menos para mim)
A C10 amarela (C10 é uma caminhonete mega antiga, da Chevrolet, pra quem não sabe). Parecia uma gema de ovo ambulante! Mas que nos levava em segurança para a fazenda. Criança gosta de andar na carroceria, com vento batendo no rosto, comendo poeira e cantando alto!
Meus bichos...
- Madeira e Lontano, os papagaios que destruíam os bancos das bicicletas, mas que amavam miolo de pão molhado com leite.
- Porcina, a cachorra que, na época de Roque Santeiro, andava comigo pela rua com aquele laçarote gigantesco na cabeça (eu com o meu, ela com o dela. Hoje é ridículo. Na época era lindo).
- Bambina, uma veada que ganhei de um vizinho e que sempre estava deitada no tapete, entre as duas camas do meu quarto, sempre que eu voltava da escola.
- O monte de coelho que eu já tive. Sempre ganhava um de aniversário, mas eles sempre fugiam. Eu ficava triste, mas sabia que no ano seguinte a Ivani me daria outro.
- Togo, Trovão e Diana. Já tive muitos cachorros. E sempre tinha algum com esse nome.
A "minha porquinha"... Não, não é um bicho. É a Sônia, que trabalhava com papai, que adorava jiló cru e com sal, e que só me chamava de "minha porquinha".
As brincadeiras de rua... As brigas de rua... Depois das brigas as mães discutiam, cada uma defendendo seu filho, e nós, sem entender porque aquilo começou e nem como terminou, já estávamos envolvidos em uma nova brincadeira.
Mas depois que eu virei "gente grande" e me mudei, tudo isso virou lembrança.
A casa virou um hotel.
E a cidade perdeu o sentido. Virou "a Januária velha", como dizia o Enrico quando era novinho.
E agora eu estou aqui, rindo e chorando ao mesmo tempo. Mas são lágrimas boas, de uma saudade que dói, mas que não machuca. Se é que isso é possível.
E a intenção nem era escrever sobre isso. Era falar do quanto eu gosto do filme Romeu e Julieta em sua versão moderna, com Leonardo Dicaprio e Claire Danes. Na verdade era para falar do quanto eu gosto, especialmente, da cena do aquário. Mas, ao ouvir a música, as lembranças acima se acenderam.
O assunto "filme" não cabe mais nesse texto. Mas o vídeo sim. Pela lembrança, pela delicadeza. Porque eu quero.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Saber Viver
Saber Viver
Cora Coralina
Não sei... se a vida é curta
Ou longa demais para nós
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita.
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é nada de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja curta, nem longa demais
Mas que seja intensa, verdadeira e pura...
enquanto durar.
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Das peças que a vida prega...
Puxa vida! Puxa! Vida! Vc tinha que me aprontar mais uma presepada dessas?
E agora, o que é que eu faço com a minha consciência? Não que eu tenha tido culpa de nada, mas estou no meio (ou fui colocada no meio), né?
Vida, vida...
Ah anjo da guarda peralta! Você se juntou ao cupido-estúpido e resolveu brincar de pegadinha comigo, é? Abre seu olho que eu corto a asa dos dois! Aonde já se viu isso? Vou trancar vocês dois num pote e colocar de castigo, de cabeça para baixo! O combinado não era esperar mais um pouco até vocês virem me sacudir de novo? Eu não falei que estava proibido colocar qualquer pessoa na minha frente?
Mas não... Vocês tinham que me aparecer com uma figura dessas, nada a ver, sem quê nem porquê, sem me dar tempo pra pensar, e daí me jogaram penhasco abaixo. E me jogaram sozinha!
Mas eu ainda pego vocês dois na reta...
(ou será que pego os três?)
E agora, o que é que eu faço com a minha consciência? Não que eu tenha tido culpa de nada, mas estou no meio (ou fui colocada no meio), né?
Vida, vida...
Ah anjo da guarda peralta! Você se juntou ao cupido-estúpido e resolveu brincar de pegadinha comigo, é? Abre seu olho que eu corto a asa dos dois! Aonde já se viu isso? Vou trancar vocês dois num pote e colocar de castigo, de cabeça para baixo! O combinado não era esperar mais um pouco até vocês virem me sacudir de novo? Eu não falei que estava proibido colocar qualquer pessoa na minha frente?
Mas não... Vocês tinham que me aparecer com uma figura dessas, nada a ver, sem quê nem porquê, sem me dar tempo pra pensar, e daí me jogaram penhasco abaixo. E me jogaram sozinha!
Mas eu ainda pego vocês dois na reta...
(ou será que pego os três?)
sábado, 20 de março de 2010
Simples assim...
“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes... Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
(Martha medeiros - escritora e jornalista)
quinta-feira, 11 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
E lá se vai mais um dia...
É tão diferente... De tudo. De todos. Dos meus moldes. De mim.
Faz falta porquê? Pra quê? Pra quem?
E porque tanto distanciamento? Está tão distante, sendo que esteve tão presente.
Não me prometeu, e em nenhum momento eu pedi. Nada. Eu quis. Eu quero. Mas não pedi. Guardei pra mim.
Porque não tenho certeza de nada. Não quero ser eu a responsável por um começo impensado ou um fim abrupto. Fim de tudo. Do pouco e do muito que pode ser. Ou que poderia ter sido.
E se eu não sei mesmo de nada, porque raios eu me sinto assim, incomodada?
Há pouco faltava admitir. Agora não falta mais.
E é assim que (não) vai ficar.
Faz falta porquê? Pra quê? Pra quem?
E porque tanto distanciamento? Está tão distante, sendo que esteve tão presente.
Não me prometeu, e em nenhum momento eu pedi. Nada. Eu quis. Eu quero. Mas não pedi. Guardei pra mim.
Porque não tenho certeza de nada. Não quero ser eu a responsável por um começo impensado ou um fim abrupto. Fim de tudo. Do pouco e do muito que pode ser. Ou que poderia ter sido.
E se eu não sei mesmo de nada, porque raios eu me sinto assim, incomodada?
Há pouco faltava admitir. Agora não falta mais.
E é assim que (não) vai ficar.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Girls just wanna have fun
As amigas, felizes depois de dançar até amanhecer, porém famintas, param em uma lanchonete. Riem ao se lembrar da noite passada enquanto degustam os sanduíches, e eis que do nada surge um rapaz tentando puxar assunto, também com seu lanche.
Não contente em ter sido delicadamente ignorado na maior parte do tempo, assim que as duas se levantam para ir embora ele se oferece: "espera, eu acabo de comer e deixo vocês em casa!".
Sem pestanejar uma delas rebate: "a gente mora em Contagem."
A cara de desconsolo do rapaz faz com que as duas gargalhem ainda mais.
"Brincadeira, não moramos em Contagem, mas vamos de táxi mesmo."
E o coitado ficou lá, com cara de tacho.
É, realmente, girls just wanna have fun...
Não contente em ter sido delicadamente ignorado na maior parte do tempo, assim que as duas se levantam para ir embora ele se oferece: "espera, eu acabo de comer e deixo vocês em casa!".
Sem pestanejar uma delas rebate: "a gente mora em Contagem."
A cara de desconsolo do rapaz faz com que as duas gargalhem ainda mais.
"Brincadeira, não moramos em Contagem, mas vamos de táxi mesmo."
E o coitado ficou lá, com cara de tacho.
É, realmente, girls just wanna have fun...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Cada um com seu cada qual
"Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para satisfazer às suas expectativas.
Você não está neste mundo para satisfazer às minhas expectativas.
Eu faço as minhas coisas.
Você faz as suas.
E quando nos encontramos é muito bom.”
(Fritz Perls)
Você é você.
Eu não estou neste mundo para satisfazer às suas expectativas.
Você não está neste mundo para satisfazer às minhas expectativas.
Eu faço as minhas coisas.
Você faz as suas.
E quando nos encontramos é muito bom.”
(Fritz Perls)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
I don't know what to believe in, you don't know who I am...
Hoje uma pessoa muito querida me disse que sou confusa. Não, não estava me criticando. Pelo menos acho que não, pois o contexto da conversa era outro.
Mas aí, depois de uns poucos minutos de conversa saí pra correr e, enquanto corria, resolvi pensar na vida.
E não é que ando confusa mesmo? Sentimentos, sensações, objetivos, querências, carências...
É tanta coisa juntaamontoadaaomesmotempo, que às vezes cansa. Não sei se cansaço é a palavra certa.
Também não sei ao certo o que é.
E acho que é isso que vem me deixando com um nó na garganta, uma amarra no estômago e um aperto no coração.
A parte boa disso tudo, e se tem alguém que pode falar isso com toda a propriedade que cabe a alguém, essa pessoa sou eu, é que qualquer hora passa.
Enfim...
Hoje, só tomando uma dose cavalar de Fiona Apple...
Never is a Promise - o clip original está no youtube, mas adoro essa versão...
Mas aí, depois de uns poucos minutos de conversa saí pra correr e, enquanto corria, resolvi pensar na vida.
E não é que ando confusa mesmo? Sentimentos, sensações, objetivos, querências, carências...
É tanta coisa juntaamontoadaaomesmotempo, que às vezes cansa. Não sei se cansaço é a palavra certa.
Também não sei ao certo o que é.
E acho que é isso que vem me deixando com um nó na garganta, uma amarra no estômago e um aperto no coração.
A parte boa disso tudo, e se tem alguém que pode falar isso com toda a propriedade que cabe a alguém, essa pessoa sou eu, é que qualquer hora passa.
Enfim...
Hoje, só tomando uma dose cavalar de Fiona Apple...
Never is a Promise - o clip original está no youtube, mas adoro essa versão...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Quando a resolução não resolve...
Hoje eu queria.
Queria muito.
De verdade.
Queria não.
Quero.
Mas logo eu, tão resoluta, tão “falo o que quero, quando quero”, hoje estou travada.
Abro a boca, mas o som não sai. Tento escrever, mas meus dedos não alcançam as teclas.
Preciso de calma pra esperar os dias que faltam passar passarem.
É... acho que vou ali tomar meu remedinho antroposófico e dormir, antes que eu faça besteira.
Mudança parte II
Enjoei (de novo) da cara do blog. Já apanhei horrores, perdi a paciência e vou dormir.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Todo carnaval tem seu fim...
Acho que venho passando o carnaval em BH há uns 3 anos. Não sei ao certo.
Mas este ano foi dos melhores. Minhas queridas irmãs reunidas, muito riso, banhos renovadores de cachoeira (com direito a saltar de uns 3 metros de altura e... GERÔNIMOOOOOOOO!!!!!!!!!! ... TCHIBUM!!!... UHU!!!), litros de bebidas de todos os tipos, churrasco delicioso, feijoada perfeita. Tudo isso no meio do mato.
De volta à civilização, sol na piscina, wannabe bombante n´A Obra, mais litros de bebidas, novas amizades, mais um monte de muito riso, mais sol na piscina, champa na beira da piscina, mais riso, bloco de rua pra lembrar do meu tempo de interior (ê saudade que bate no meu coração!!!) ...
Enfim. Foi bom. Foi ótimo. Acho que ano que vem eu quero de novo. Aliás, tenho certeza.
E, claro, Los Hermanos não poderia faltar neste momento!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Lembranças de um passado que, agora, já passou...
Aquela tinha sido uma semana do cão: viagem demais para pouco dia útil. E lá fui eu fazer mais uma mala, mais um checkin, pegar mais uma turbulência, comer mais um lanche horroroso. Mas o motivo era mais do que excelente: rever e comemorar aniversário de um amigo muito querido. Cois que eu adoro.
E, no dia seguinte, a comemoração. Amigos reunidos, boa comiga, boa bebida, boa música, uma criança brincando com seu carrinho de madeira, e todo mundo feliz.
De repente ele chega. Todos se cumprimentasm e eles trocam poucas palavras, num diálogo civilizado. Ele se afasta e todos se perguntam... E principalmente para mim, apenas com um olhar: "como assim"? Como assim o quê? Eu sei o tanto quanto vocês sabem...
Aí ele puxa uma cadeira, assenta e entra na conversa. Papo vai, papo vem, pessoas se levantam da mesa, voltam, e de repente ele dispara, 3 anos depois, com o jeito de sempre, com a verdade e honestidade de sempre (e que, de tão honesto, beira a frieza), a pergunta cuja resposta que querida ouvir ele teve um dia. BUM!
Um ser humano com um pouco mais de normalidade encheria a mão. NA CARA ALHEIA. Mas não eu. Porque, naquele momento, eu estava disposta a, de uma vez por todas, lavar a roupa suja, ali, ao vivo e a cores. Sem demora. Sem receio. Sem esconder nada. E o diálogo foi longo. As cartas foram postas sobre a mesa. Sem reservas. Sem meias palavras. Uma mudança de conversa aqui, outra ali, assim que alguém se aproximava, mas eu ali, firme. Convicta.
Acabou. ACABOU. A-C-A-B-O-U!!!!!! Uma banda da qual eu gosto muito gravou uma música que se chama: O AMOR ACABOU!!!!!!
Então é isso. Acabou. FIM! QUER QUE EU DESENHE??
Ao longo da conversa, intensas crises de riso tomam conta de mim. Porque não tem como não achar engraçado como as coisas acontecem, como o mundo dá voltas, como o ser humano não tem certeza das coisas que quer, que deseja.
Ou tem?
E, ao final de tudo, uma cena que eu jamais poderia imaginar.
E, mais no fim ainda, eu reajo de uma forma que espanta até a mim mesma. É uma reação fria. Até de certa forma calculada. Sem sofrimento. Ali, naquele instante, aquele passado em carne e osso à minha frente me faz rever muita coisa em um milionésimo de segundo.
E foi ali, parada, em pé, naquele exato instante, que eu tive, provavelmente, a maior certeza da minha vida. E então eu me despedi. Sem olhar pra trás.
E ali, sozinha, já com a porta fechada, depois de toda a bebida consumida, a única certeza que eu tinha é a de que havia feito a coisa certa. Fiz com que ele entendesse que a escolha foi dele. No meio daquele monte de gente, do monte de bebida, do monte de conversas e rostos por todos os lados, a única convicção que eu tinha é a de que não, eu não o queria mais. Acabou. Passou.
Foi lindo? foi.
Foi intenso? Foi.
Valeu a pena? Valeu.
Era para ter um final feliz? Era.
Teve? Não.
A escolha foi minha? Não.
O arrependimento, se é que realmente existe, é meu? Não.
Há algo que eu possa fazer para mudar? Talvez.
Há algo que eu QUEIRA fazer para mudar? Talvez.
Então, é isso. Cada um para o seu lado.
Assunto encerrado.
E-N-T-E-R-R-A-D-O!!!!!!
E, no dia seguinte, a comemoração. Amigos reunidos, boa comiga, boa bebida, boa música, uma criança brincando com seu carrinho de madeira, e todo mundo feliz.
De repente ele chega. Todos se cumprimentasm e eles trocam poucas palavras, num diálogo civilizado. Ele se afasta e todos se perguntam... E principalmente para mim, apenas com um olhar: "como assim"? Como assim o quê? Eu sei o tanto quanto vocês sabem...
Aí ele puxa uma cadeira, assenta e entra na conversa. Papo vai, papo vem, pessoas se levantam da mesa, voltam, e de repente ele dispara, 3 anos depois, com o jeito de sempre, com a verdade e honestidade de sempre (e que, de tão honesto, beira a frieza), a pergunta cuja resposta que querida ouvir ele teve um dia. BUM!
Um ser humano com um pouco mais de normalidade encheria a mão. NA CARA ALHEIA. Mas não eu. Porque, naquele momento, eu estava disposta a, de uma vez por todas, lavar a roupa suja, ali, ao vivo e a cores. Sem demora. Sem receio. Sem esconder nada. E o diálogo foi longo. As cartas foram postas sobre a mesa. Sem reservas. Sem meias palavras. Uma mudança de conversa aqui, outra ali, assim que alguém se aproximava, mas eu ali, firme. Convicta.
Acabou. ACABOU. A-C-A-B-O-U!!!!!! Uma banda da qual eu gosto muito gravou uma música que se chama: O AMOR ACABOU!!!!!!
Então é isso. Acabou. FIM! QUER QUE EU DESENHE??
Ao longo da conversa, intensas crises de riso tomam conta de mim. Porque não tem como não achar engraçado como as coisas acontecem, como o mundo dá voltas, como o ser humano não tem certeza das coisas que quer, que deseja.
Ou tem?
E, ao final de tudo, uma cena que eu jamais poderia imaginar.
E, mais no fim ainda, eu reajo de uma forma que espanta até a mim mesma. É uma reação fria. Até de certa forma calculada. Sem sofrimento. Ali, naquele instante, aquele passado em carne e osso à minha frente me faz rever muita coisa em um milionésimo de segundo.
E foi ali, parada, em pé, naquele exato instante, que eu tive, provavelmente, a maior certeza da minha vida. E então eu me despedi. Sem olhar pra trás.
E ali, sozinha, já com a porta fechada, depois de toda a bebida consumida, a única certeza que eu tinha é a de que havia feito a coisa certa. Fiz com que ele entendesse que a escolha foi dele. No meio daquele monte de gente, do monte de bebida, do monte de conversas e rostos por todos os lados, a única convicção que eu tinha é a de que não, eu não o queria mais. Acabou. Passou.
Foi lindo? foi.
Foi intenso? Foi.
Valeu a pena? Valeu.
Era para ter um final feliz? Era.
Teve? Não.
A escolha foi minha? Não.
O arrependimento, se é que realmente existe, é meu? Não.
Há algo que eu possa fazer para mudar? Talvez.
Há algo que eu QUEIRA fazer para mudar? Talvez.
Então, é isso. Cada um para o seu lado.
Assunto encerrado.
E-N-T-E-R-R-A-D-O!!!!!!
Das coisas da vida...
Eu não sou do tipo de pessoa que reclama (muito) da vida.
Mas, se tem uma coisa que não posso fazer ultimamente é justamente reclamar da vida. Tudo bem que, em alguns aspectos, poderia melhorar. Mas podia estar pior. Então, olhando por este prisma, está tudo 100%.
Fato é que, nos últimos meses eu, no mínimo, ganhei dois novos amigos que quero ter na minha vida pra sempre. E com eles veio mais uma amizade. E, mais recentemente, veio mais uma. De graça, do nada
E hoje, ganhei mais duas.
Fútil? "AlôôôÔ!!!!, você se torna amiga das pessoas muito fácil!!" ?
Pode ser.
Não sei.
Quer dizer.
Tenho certeza que não.
Porque pra mim, amizade não quer dizer que você tem que ligar ou mandar um recado todo dia. Ou conhecer há meses / anos.
Porque pra mim, amizade é quando você se identifica com uma pessoa. Você pode conviver ou não diariamente com essa pessoa (ou com mais de uma pessoa), ou pode tê-las conhecido há menos de 24horas. E ainda assim ter certeza de que conheceu suas mais novas amigas de infância.
Falante que sou, conheço pessoas praticamente todos os dias. E nem por isso elas vão para a minha "caixa de amigos".
Recentemente eu "perdi" uma melhor amiga de infância. Não, não se assustem. Ela está vivinha da silva. Está linda e feliz. "Ali", na Itália.
Mas tenho certeza de que hoje eu ganhei 3 novas melhores amigas de infância.
E isso me basta.
Mas, se tem uma coisa que não posso fazer ultimamente é justamente reclamar da vida. Tudo bem que, em alguns aspectos, poderia melhorar. Mas podia estar pior. Então, olhando por este prisma, está tudo 100%.
Fato é que, nos últimos meses eu, no mínimo, ganhei dois novos amigos que quero ter na minha vida pra sempre. E com eles veio mais uma amizade. E, mais recentemente, veio mais uma. De graça, do nada
E hoje, ganhei mais duas.
Fútil? "AlôôôÔ!!!!, você se torna amiga das pessoas muito fácil!!" ?
Pode ser.
Não sei.
Quer dizer.
Tenho certeza que não.
Porque pra mim, amizade não quer dizer que você tem que ligar ou mandar um recado todo dia. Ou conhecer há meses / anos.
Porque pra mim, amizade é quando você se identifica com uma pessoa. Você pode conviver ou não diariamente com essa pessoa (ou com mais de uma pessoa), ou pode tê-las conhecido há menos de 24horas. E ainda assim ter certeza de que conheceu suas mais novas amigas de infância.
Falante que sou, conheço pessoas praticamente todos os dias. E nem por isso elas vão para a minha "caixa de amigos".
Recentemente eu "perdi" uma melhor amiga de infância. Não, não se assustem. Ela está vivinha da silva. Está linda e feliz. "Ali", na Itália.
Mas tenho certeza de que hoje eu ganhei 3 novas melhores amigas de infância.
E isso me basta.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Lembranças de um passado que não passa...
Estou há quase 3 meses com um texto entalado na cabeça e uma angústia gigantesca presa no coração.
Já escrevi em primeira pessoa, em terceira, em narrativa... E nada!
Qualquer hora eu acabo com isso.
Dane-se quem vai ler. Dane-se o que vai acontecer.
Vou fechar os olhos, relembrar de tudo de uma só vez, escrever, postar e esquecer pra sempre.
Esquecer dele.
E da história.
Enterrar. De uma vez por todas.
Já escrevi em primeira pessoa, em terceira, em narrativa... E nada!
Qualquer hora eu acabo com isso.
Dane-se quem vai ler. Dane-se o que vai acontecer.
Vou fechar os olhos, relembrar de tudo de uma só vez, escrever, postar e esquecer pra sempre.
Esquecer dele.
E da história.
Enterrar. De uma vez por todas.
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