quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A pergunta que me martela há muito tempo...

Porque raios eu fui deixar mudar a ordem daquelas cadeiras mesmo?

Não que ter tido outra atitude pudesse ter mudado muita coisa na minha vida, mas enfim...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Saudade - quem quer?

Saudade é bom pq dá e passa. O grande problema é que vez ou outra ela volta. E eu não sei como lidar com isso. 

E é pq saudade é coisa ingrata que não tenho mais seu número dele gravado no meu celular. Está anotado na minha agenda. Em três lugares. Um deles é a primeira folha. Deve ser pra ficar mais fácil né? Deve haver uma explicação que eu não tenho. Ou então eu guardei.

Poderia dizer que não preciso do númeo, porque seu nome tá tatuado no meu coração, mas ia parecer muito "Wando mode on"Na verdade essa tatuagem não me faz bem. 

Mas enquanto não encontro outra pessoa com a qual eu queira te substituir, você vai ficando.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Por que não eu

Então cá estou eu, sem sono, assistindo ao filme "Alfie - O Sedutor" pela enésima vez. Afinal de contas, uma boa dose de Jude Law nunca é demais, certo?

Daí que tem uma cena em que ele descobre que foi traído / trocado e pergunta: "Por que não eu?"

Acho que esse é o meu problema. Eu nunca pergunto. E não, não é por receio do que posso ouvir. Talvez seja orgulho. Talvez seja por covardia mesmo. Não sei. Confusão poderia ser meu sobrenome

Quer saber? Eu queria mesmo era ter coragem de te mandar ver esse filme. Acho que lhe cai muito bem.
Como uma luva.

OLD HABIT´S DIE HARD
I thought I shook myself free
You see I bounce back quicker than most
But I'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
Your all tangled up in my head

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain

We haven't spoken in months
You see I've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and I'm late
But I've never taken your coats
you see I put a block on my phone
I act like an addict, I just got to have it
I never can leave it alone

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain

And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And it's hard enough to feel all the pain

Old habits die hard
Old habits die hard
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain.

(Mick Jagger)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Amizade (também) é isso...

“Você não precisa das migalhas do pão dele”

Sabe quando você precisa só de uma brisa pra soprar no seu ouvido uma certeza que, por um motivo inexplicável você tem, mas que permanece adormecida?

Amigos existem para nos garantirem esse sopro. E Fernanda Amparo mais ainda.

Obrigada, amiga!

terça-feira, 22 de junho de 2010

O pior de tudo...

É que quando resolvo que mesmo bêbada, carente ou te querendo com todas as minhas forças, eu não vou mais te querer, quando nem estou mais pensando (tanto) em você, eu recebo suas notícias pela metade. Como se fosse um jornal velho ou rasgado na vertical.

E essa merda que é a minha curiosidade me instiga a buscar o que não sei.

Juro que nem me esforcei muito pra juntar os pedaços e ter a página por inteiro. E me assustei com o horror.

Mas você é estranho. E eu não poderia esperar que nada diferente viesse de você.

E, quer saber? Na sua diferença você não pediu que eu me aproximasse tanto. Na sua diferença você se afastou e achou que tudo bem.

Então tá.

Tudo bem.
(ou não)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Quem avisa amigo é [2]

Cabe perfeitamente no momento atual.

Só quem está aonde estou, neste momento, entende.

#amizadefeelings...

Clica aqui

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O mundo anda tão complicado...

Achei esse quadro aqui!

Mil ideias na cabeça

Estou tossindo há cerca de 1 mês.

Falta 1 semana para meu chefe ir para SP (mas vai continuar sendo meu chefe, ainda bem).

Faltam 5 dias para eu ir para Buenos Aires com a minha irmã.

Faltam 30 dias para as minhas férias.

Falta uma vida pra eu ser feliz ao menos uns 80%.

É muita tosse, muito remédio, muita coisa no trabalho para terminar em pouco tempo, muita expectativa para mais uma viagem regada a compra, comida, bebida e divertimento com a minha irmã (pena que as outras 2 não vão) e muito cansaço esperando as férias para virar descanso.

Deve ser por isso que a tosse não vai embora. Deve ser por isso que estou comendo o mundo. Deve ser por isso que estou agitada. Deve ser por isso que tenho falado mais do que o normal.

Deve ser por isso.

Deve ser.

Deve.

O problema é que eu vou muito com a sua cara

Ouvi isso muitas vezes de você.

E no início realmente o problema era seu.

Você ia muito com a minha cara. E isso foi dito e repetido, com um sorriso e um piscar de olhos mais lento do que o automatismo humano realiza milhares de vezes por dia.

Mas aí o tempo passou e eu fiz a burrice de me desarmar. E aí EU passei a ir muito com a sua cara. "Merda, eu vou muito com a sua cara!" Esse estranho carinho para dizer algo passou a ser meu.

E no fim o problema passou a ser meu.

*o momento merece essa música aqui.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

De tudo aquilo que se espera...

Com o tempo a gente aprende a não esperar muito das pessoas.
Isso não é ruim.
Desde que você seja feliz.
Mesmo assim

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Da vontade de esquecer...


Preciso de concentração para trabalhar.

Já deletei seu telefone, apaguei as mensagens do celular, os e-mail´s, e me esforço todos os dias para esquecer que você possui quase as mesmas redes de relacionamento que eu.

Já deixei de freqüentar alguns lugares, mas decididamente não vou me afastar de algumas pessoas que também andam com você.

Então, se você pudesse ir embora da minha mente e levar junto com você a lembrança do seu rosto, cheiro, respiração e outros etecéteras eu ficaria imensamente agradecida.

Talvez eu até consiga te querer menos (acredite, estou tentando) se você puder me fazer este favor.

terça-feira, 30 de março de 2010

Lembranças...

Lembrança? Saudosismo? Os dois sentimentos não se completam?

Não sei. Sei apenas que ando saudosista. E curtindo boas lembranças. 

No sábado passado baixou a "Amélia". Arrumação geral. Casa, quarto, prateleira, armário, sapatos... Coisas que sempre fiz quando era mais nova, e que hoje me recuso a fazer sempre que posso. Quer dizer. Sempre que a faxineira pode (e quer) vir aqui em casa.

Mas sei lá. Acordei diferente naquele dia. Resolvi começar pelo meu quarto. E ao limpar livros na estante encontrei fotos antigas que me são preciosas e que há muito eu pensava ter perdido. E rever aquelas fotos só me trouxe boas recordações. 

Mas foi só quando resolvi encarar a pilha de roupa amarrotada que as boas lembranças me vieram. 

Como passar roupa sem me lembrar da D. Dila? Uma senhora que, durante toda a minha infância, passou roupa na minha casa. Que me fazia levantar cedo quando ia lá em casa, porque eu é que tinha que preparar o café da manhã dela. E depois trazer o suco de maracujá mais ralo e doce que uma criança é capaz de fazer e uma senhora de idade é capaz de gostar. Que me fazia ficar sentada embaixo da mesa, ouvindo seus casos, enquanto eu desfiava vários e vários retalhos de pano da minha mãe (quer me ver feliz? Dê-me um pedaço de pano para eu desfiar).

Como lavar o banheiro e, com aquele calor e aquela água gelada, não lembrar da farra que eu fazia quando me juntava à minha mãe e às empregadas para uma faxina geral naquela casa imensa em que cresci?

E como não lembrar daquela casa? Ah! Como fui feliz!! 

Como eu adorava aquele jardim! Como me divertia fazendo túneis de caixas de remédio para as lagartas do coqueiro atravessarem. Como eu me maravilhava, em toda primavera, com aquela trepadeira de pequenas flores cor de rosa que coloriam o telhado, e que eu admirava da rua.

Aquele monte de pés de goiaba... O imenso tacho de cobre fumegando no meio do quintal, de onde sairia a melhor goiabada-cascão que uma família pode fazer. 

O chão "vermelho-queimado" da cozinha. Meu mini fogão a lenha, com direito a panelinhas, mesinha de madeira e "cachoeira de mangueira" no sábado.

O medo que eu tinha de ir no sótão por causa de um gato preto que vivia lá. Mas mesmo assim eu ia. Porque as goiabas brancas mais crocantes só tinham como ser apanhadas lá de cima. E descer dependurada no corrimão era uma delícia!

Papai sentado na cadeira de balanço, todo domingo, cumprindo o ritual Globo Rural-Fórmula 1 e sempre dizendo: "lá vem o Senna! Na ponta dos dedos! Se não quebrar ganha!".
(o Senna se foi. Papai também. E a Fórmula 1 perdeu o encanto. Pelo menos para mim)

A C10 amarela (C10 é uma caminhonete mega antiga, da Chevrolet, pra quem não sabe). Parecia uma gema de ovo ambulante! Mas que nos levava em segurança para a fazenda. Criança gosta de andar na carroceria, com vento batendo no rosto, comendo poeira e cantando alto!

Meus bichos... 
- Madeira e Lontano, os papagaios que destruíam os bancos das bicicletas, mas que amavam miolo de pão molhado com leite.
- Porcina, a cachorra que, na época de Roque Santeiro, andava comigo pela rua com aquele laçarote gigantesco na cabeça (eu com o meu, ela com o dela. Hoje é ridículo. Na época era lindo).
- Bambina, uma veada que ganhei de um vizinho e que sempre estava deitada no tapete, entre as duas camas do meu quarto, sempre que eu voltava da escola.
- O monte de coelho que eu já tive. Sempre ganhava um de aniversário, mas eles sempre fugiam. Eu ficava triste, mas sabia que no ano seguinte a Ivani me daria outro.
- Togo, Trovão e Diana. Já tive muitos cachorros. E sempre tinha algum com esse nome.

A "minha porquinha"... Não, não é um bicho. É a Sônia, que trabalhava com papai, que adorava jiló cru e com sal, e que só me chamava de "minha porquinha". 

As brincadeiras de rua... As brigas de rua... Depois das brigas as mães discutiam, cada uma defendendo seu filho, e nós, sem entender porque aquilo começou e nem como terminou, já estávamos envolvidos em uma nova brincadeira.

Mas depois que eu virei "gente grande" e me mudei, tudo isso virou lembrança.

A casa virou um hotel. 

E a cidade perdeu o sentido. Virou "a Januária velha", como dizia o Enrico quando era novinho.

E agora eu estou aqui, rindo e chorando ao mesmo tempo. Mas são lágrimas boas, de uma saudade que dói, mas que não machuca. Se é que isso é possível.

E a intenção nem era escrever sobre isso. Era falar do quanto eu gosto do filme Romeu e Julieta em sua versão moderna, com Leonardo Dicaprio e Claire Danes. Na verdade era para falar do quanto eu gosto, especialmente, da cena do aquário. Mas, ao ouvir a música, as lembranças acima se acenderam.

O assunto "filme" não cabe mais nesse texto. Mas o vídeo sim. Pela lembrança, pela delicadeza. Porque eu quero.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Alice in Wonderland

Na minha mísera opinião, a foto mais linda que já vi, relativa ao filme...


Saber Viver

Saber Viver
          Cora Coralina

Não sei... se a vida é curta
Ou longa demais para nós
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita.

Alegria que contagia, 
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é nada de outro mundo, 
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja curta, nem longa demais
Mas que seja intensa, verdadeira e pura...
enquanto durar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Das peças que a vida prega...

Puxa vida! Puxa! Vida! Vc tinha que me aprontar mais uma presepada dessas?

E agora, o que é que eu faço com a minha consciência? Não que eu tenha tido culpa de nada, mas estou no meio (ou fui colocada no meio), né?

Vida, vida...

Ah anjo da guarda peralta! Você se juntou ao cupido-estúpido e resolveu brincar de pegadinha comigo, é? Abre seu olho que eu corto a asa dos dois! Aonde já se viu isso? Vou trancar vocês dois num pote e colocar de castigo, de cabeça para baixo! O  combinado não era esperar mais um pouco até vocês virem me sacudir de novo? Eu não falei que estava proibido colocar qualquer pessoa na minha frente?

Mas não... Vocês tinham que me aparecer com uma figura dessas, nada a ver, sem quê nem porquê,  sem me dar tempo pra pensar, e daí me jogaram penhasco abaixo. E me jogaram sozinha!

Mas eu ainda pego vocês dois na reta...
(ou será que pego os três?)

sábado, 20 de março de 2010

Simples assim...

“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes... Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que se lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.”

(Martha medeiros - escritora e jornalista)

quinta-feira, 11 de março de 2010

1 post em homenagem à sobrinha, 1 sobre tristezas diversas, 1 sobre família e outro sobre aleatoriedades da vida.

É... tem coisa demais inacabada na cachola, mas vai ficar pro fds.

terça-feira, 9 de março de 2010

E lá se vai mais um dia...

É tão diferente... De tudo. De todos. Dos meus moldes. De mim.

Faz falta porquê? Pra quê? Pra quem?

E porque tanto distanciamento? Está tão distante, sendo que esteve tão presente.

Não me prometeu, e em nenhum momento eu pedi. Nada. Eu quis. Eu quero. Mas não pedi. Guardei pra mim.

Porque não tenho certeza de nada. Não quero ser eu a responsável por um começo impensado ou um fim abrupto. Fim de tudo. Do pouco e do muito que pode ser. Ou que poderia ter sido.
  
E se eu não sei mesmo de nada, porque raios eu me sinto assim, incomodada?

Há pouco faltava admitir. Agora não falta mais.

E é assim que (não) vai ficar. 

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Girls just wanna have fun

As amigas, felizes depois de dançar até amanhecer, porém famintas, param em uma lanchonete. Riem ao se lembrar da noite passada enquanto degustam os sanduíches, e eis que do nada surge um rapaz tentando puxar assunto, também com seu lanche.

Não contente em ter sido delicadamente ignorado na maior parte do tempo, assim que as duas se levantam para ir embora ele se oferece: "espera, eu acabo de comer e deixo vocês em casa!".

Sem pestanejar uma delas rebate: "a gente mora em Contagem."

A cara de desconsolo do rapaz faz com que as duas gargalhem ainda mais.

"Brincadeira, não moramos em Contagem, mas vamos de táxi mesmo."

E o coitado ficou lá, com cara de tacho.

É, realmente, girls just wanna have fun...