segunda-feira, 30 de maio de 2011
Das frases que falam por si só...
"Espera você a sua vez, que eu não sei esperar." (Violins)
"Todo carnaval tem seu fim." (Los Hermanos)
"I don´t wanna be the one. Only overjoyed" (The Ting Tings)
"Never is a promisse, and I never need a lie" (Fiona Apple)
"O pra sempre sempre acaba." (Renato Russo)
"É muita vileza em pouco espaço de pessoa."
"Não tenho vocação para tristeza. Sou determinada a ser feliz. Posso desistir de tudo, mas sempre vou preferir juntar os cacos e seguir em frente. Ou descartar os cacos e começar tudo outra vez."
"Todo carnaval tem seu fim." (Los Hermanos)
"I don´t wanna be the one. Only overjoyed" (The Ting Tings)
"Never is a promisse, and I never need a lie" (Fiona Apple)
"O pra sempre sempre acaba." (Renato Russo)
"É muita vileza em pouco espaço de pessoa."
"Não tenho vocação para tristeza. Sou determinada a ser feliz. Posso desistir de tudo, mas sempre vou preferir juntar os cacos e seguir em frente. Ou descartar os cacos e começar tudo outra vez."
Só tenho dado conta do porre...
"Talvez eu só precise de férias,um porre e um novo amor..."
Dizer mais o quê, né Caio Fernando Abreu?
No fundo do poço tem sempre um alçapão...
É isso mesmo.
Acabei deouvir ler essa frase, conversando com um amigo. Segundo ele é o que um amigo dele sempre diz.
Digamos que seja uma interpretação de "nada é tão ruim que não possa piorar".
Mas o fato é esse mesmo. Quando parece que as coisas vão se assentar, lá vem um furacão e muda o curso das coisas.
Eu penso demais, faço planos demais,faço merda erro demais, e quando enfim coloco a cabeça no lugar, lá vem uma avalanche, os pensamentos se acumulam, as decisões também, e o sótão lota de novo de macaquinhos pulantes no meio das ideias malucas.
E agora, pra onde vou? Pra onde fugir? Para as colinas?
Ai destino! q q custa eu ter as coisas EXATAMENTE do jeito q eu quero só uma vezinha?
Tá, não sei se éculpa ação do destino, mas que parece que eu ando cavando pra chegar na porta do alçapão... Ah! Parece!
Acabei de
Digamos que seja uma interpretação de "nada é tão ruim que não possa piorar".
Mas o fato é esse mesmo. Quando parece que as coisas vão se assentar, lá vem um furacão e muda o curso das coisas.
Eu penso demais, faço planos demais,
E agora, pra onde vou? Pra onde fugir? Para as colinas?
Ai destino! q q custa eu ter as coisas EXATAMENTE do jeito q eu quero só uma vezinha?
Tá, não sei se é
Admiração
Admiração é o tipo de sentimento que surge do nada, sem que a gente precise fazer qualquer tipo de esforço. Você não precisa nem conhecer bem a pessoa para admirar. Por mínimo que seja a representatividade de uma pessoa em sua vida, e quando você menos esperar, a admiração vai estar ali, no cantinho dela, só esperando o momento certo para se mostrar.
Mas acho que admiração digna é essa mesmo. A que não tem interesse bem necessidade de ser divulgada, de ser sentida.
A-D-M-I-R-A-Ç-Ã-O: representação de algo que pode surgir sem envio de aviso prévio.
Nota: você, parco leitor que por aqui passa: não me lembro o motivo nem o que estava pensando. Sei que escrevi isso no dia 05/05, enquanto tomava chá de cadeira numa audiência. E só sei disso porque escrevi na agenda, enquanto esperava. Tô falando que não posso parar pra pensar na vida...
Mas acho que admiração digna é essa mesmo. A que não tem interesse bem necessidade de ser divulgada, de ser sentida.
A-D-M-I-R-A-Ç-Ã-O: representação de algo que pode surgir sem envio de aviso prévio.
Nota: você, parco leitor que por aqui passa: não me lembro o motivo nem o que estava pensando. Sei que escrevi isso no dia 05/05, enquanto tomava chá de cadeira numa audiência. E só sei disso porque escrevi na agenda, enquanto esperava. Tô falando que não posso parar pra pensar na vida...
Faxina!
FUUUUUUUU...
FUUUUUUUU...
Tá na hora de espanar essa poeira e deixar as palavras tomarem conta, porque a cabeça já está abarrotada!
Tem muito Macaco nesse Sótão!
(senta que lá vem doideira!)
FUUUUUUUU...
Tá na hora de espanar essa poeira e deixar as palavras tomarem conta, porque a cabeça já está abarrotada!
Tem muito Macaco nesse Sótão!
(senta que lá vem doideira!)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A pergunta que me martela há muito tempo...
Porque raios eu fui deixar mudar a ordem daquelas cadeiras mesmo?
Não que ter tido outra atitude pudesse ter mudado muita coisa na minha vida, mas enfim...
Não que ter tido outra atitude pudesse ter mudado muita coisa na minha vida, mas enfim...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Saudade - quem quer?
Saudade é bom pq dá e passa. O grande problema é que vez ou outra ela volta. E eu não sei como lidar com isso.
E é pq saudade é coisa ingrata que não tenho mais seu número dele gravado no meu celular. Está anotado na minha agenda. Em três lugares. Um deles é a primeira folha. Deve ser pra ficar mais fácil né? Deve haver uma explicação que eu não tenho. Ou então eu guardei.
Poderia dizer que não preciso do númeo, porque seu nome tá tatuado no meu coração, mas ia parecer muito "Wando mode on"Na verdade essa tatuagem não me faz bem.
Mas enquanto não encontro outra pessoa com a qual eu queira te substituir, você vai ficando.
E é pq saudade é coisa ingrata que não tenho mais seu número dele gravado no meu celular. Está anotado na minha agenda. Em três lugares. Um deles é a primeira folha. Deve ser pra ficar mais fácil né? Deve haver uma explicação que eu não tenho. Ou então eu guardei.
Poderia dizer que não preciso do númeo, porque seu nome tá tatuado no meu coração, mas ia parecer muito "Wando mode on"Na verdade essa tatuagem não me faz bem.
Mas enquanto não encontro outra pessoa com a qual eu queira te substituir, você vai ficando.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Por que não eu
Então cá estou eu, sem sono, assistindo ao filme "Alfie - O Sedutor" pela enésima vez. Afinal de contas, uma boa dose de Jude Law nunca é demais, certo?
Daí que tem uma cena em que ele descobre que foi traído / trocado e pergunta: "Por que não eu?"
Acho que esse é o meu problema. Eu nunca pergunto. E não, não é por receio do que posso ouvir. Talvez seja orgulho. Talvez seja por covardia mesmo. Não sei. Confusão poderia ser meu sobrenome
Quer saber? Eu queria mesmo era ter coragem de te mandar ver esse filme. Acho que lhe cai muito bem.
Como uma luva.
OLD HABIT´S DIE HARD
I thought I shook myself free
You see I bounce back quicker than most
But I'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
Your all tangled up in my head
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
We haven't spoken in months
You see I've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and I'm late
But I've never taken your coats
you see I put a block on my phone
I act like an addict, I just got to have it
I never can leave it alone
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And it's hard enough to feel all the pain
Old habits die hard
Old habits die hard
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain.
(Mick Jagger)
Daí que tem uma cena em que ele descobre que foi traído / trocado e pergunta: "Por que não eu?"
Acho que esse é o meu problema. Eu nunca pergunto. E não, não é por receio do que posso ouvir. Talvez seja orgulho. Talvez seja por covardia mesmo. Não sei. Confusão poderia ser meu sobrenome
Quer saber? Eu queria mesmo era ter coragem de te mandar ver esse filme. Acho que lhe cai muito bem.
Como uma luva.
OLD HABIT´S DIE HARD
I thought I shook myself free
You see I bounce back quicker than most
But I'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
Your all tangled up in my head
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
We haven't spoken in months
You see I've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and I'm late
But I've never taken your coats
you see I put a block on my phone
I act like an addict, I just got to have it
I never can leave it alone
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain
And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And it's hard enough to feel all the pain
Old habits die hard
Old habits die hard
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel all the pain.
(Mick Jagger)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Amizade (também) é isso...
“Você não precisa das migalhas do pão dele”
Sabe quando você precisa só de uma brisa pra soprar no seu ouvido uma certeza que, por um motivo inexplicável você tem, mas que permanece adormecida?
Amigos existem para nos garantirem esse sopro. E Fernanda Amparo mais ainda.
Obrigada, amiga!
terça-feira, 22 de junho de 2010
O pior de tudo...
É que quando resolvo que mesmo bêbada, carente ou te querendo com todas as minhas forças, eu não vou mais te querer, quando nem estou mais pensando (tanto) em você, eu recebo suas notícias pela metade. Como se fosse um jornal velho ou rasgado na vertical.
E essa merda que é a minha curiosidade me instiga a buscar o que não sei.
Juro que nem me esforcei muito pra juntar os pedaços e ter a página por inteiro. E me assustei com o horror.
Mas você é estranho. E eu não poderia esperar que nada diferente viesse de você.
E, quer saber? Na sua diferença você não pediu que eu me aproximasse tanto. Na sua diferença você se afastou e achou que tudo bem.
Então tá.
Tudo bem.
(ou não)
E essa merda que é a minha curiosidade me instiga a buscar o que não sei.
Juro que nem me esforcei muito pra juntar os pedaços e ter a página por inteiro. E me assustei com o horror.
Mas você é estranho. E eu não poderia esperar que nada diferente viesse de você.
E, quer saber? Na sua diferença você não pediu que eu me aproximasse tanto. Na sua diferença você se afastou e achou que tudo bem.
Então tá.
Tudo bem.
(ou não)
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Quem avisa amigo é [2]
Cabe perfeitamente no momento atual.
Só quem está aonde estou, neste momento, entende.
#amizadefeelings...
Clica aqui
Só quem está aonde estou, neste momento, entende.
#amizadefeelings...
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Mil ideias na cabeça
Estou tossindo há cerca de 1 mês.
Falta 1 semana para meu chefe ir para SP (mas vai continuar sendo meu chefe, ainda bem).
Faltam 5 dias para eu ir para Buenos Aires com a minha irmã.
Faltam 30 dias para as minhas férias.
Falta uma vida pra eu ser feliz ao menos uns 80%.
É muita tosse, muito remédio, muita coisa no trabalho para terminar em pouco tempo, muita expectativa para mais uma viagem regada a compra, comida, bebida e divertimento com a minha irmã (pena que as outras 2 não vão) e muito cansaço esperando as férias para virar descanso.
Deve ser por isso que a tosse não vai embora. Deve ser por isso que estou comendo o mundo. Deve ser por isso que estou agitada. Deve ser por isso que tenho falado mais do que o normal.
Deve ser por isso.
Deve ser.
Deve.
Falta 1 semana para meu chefe ir para SP (mas vai continuar sendo meu chefe, ainda bem).
Faltam 5 dias para eu ir para Buenos Aires com a minha irmã.
Faltam 30 dias para as minhas férias.
Falta uma vida pra eu ser feliz ao menos uns 80%.
É muita tosse, muito remédio, muita coisa no trabalho para terminar em pouco tempo, muita expectativa para mais uma viagem regada a compra, comida, bebida e divertimento com a minha irmã (pena que as outras 2 não vão) e muito cansaço esperando as férias para virar descanso.
Deve ser por isso que a tosse não vai embora. Deve ser por isso que estou comendo o mundo. Deve ser por isso que estou agitada. Deve ser por isso que tenho falado mais do que o normal.
Deve ser por isso.
Deve ser.
Deve.
O problema é que eu vou muito com a sua cara
Ouvi isso muitas vezes de você.
E no início realmente o problema era seu.
Você ia muito com a minha cara. E isso foi dito e repetido, com um sorriso e um piscar de olhos mais lento do que o automatismo humano realiza milhares de vezes por dia.
Mas aí o tempo passou e eu fiz a burrice de me desarmar. E aí EU passei a ir muito com a sua cara. "Merda, eu vou muito com a sua cara!" Esse estranho carinho para dizer algo passou a ser meu.
E no fim o problema passou a ser meu.
*o momento merece essa música aqui.
E no início realmente o problema era seu.
Você ia muito com a minha cara. E isso foi dito e repetido, com um sorriso e um piscar de olhos mais lento do que o automatismo humano realiza milhares de vezes por dia.
Mas aí o tempo passou e eu fiz a burrice de me desarmar. E aí EU passei a ir muito com a sua cara. "Merda, eu vou muito com a sua cara!" Esse estranho carinho para dizer algo passou a ser meu.
E no fim o problema passou a ser meu.
*o momento merece essa música aqui.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
De tudo aquilo que se espera...
Com o tempo a gente aprende a não esperar muito das pessoas.
Isso não é ruim.
Desde que você seja feliz.
Mesmo assim
Isso não é ruim.
Desde que você seja feliz.
Mesmo assim
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Da vontade de esquecer...
Preciso de concentração para trabalhar.
Já deletei seu telefone, apaguei as mensagens do celular, os e-mail´s, e me esforço todos os dias para esquecer que você possui quase as mesmas redes de relacionamento que eu.
Já deixei de freqüentar alguns lugares, mas decididamente não vou me afastar de algumas pessoas que também andam com você.
Então, se você pudesse ir embora da minha mente e levar junto com você a lembrança do seu rosto, cheiro, respiração e outros etecéteras eu ficaria imensamente agradecida.
Talvez eu até consiga te querer menos (acredite, estou tentando) se você puder me fazer este favor.
terça-feira, 30 de março de 2010
Lembranças...
Lembrança? Saudosismo? Os dois sentimentos não se completam?
Não sei. Sei apenas que ando saudosista. E curtindo boas lembranças.
No sábado passado baixou a "Amélia". Arrumação geral. Casa, quarto, prateleira, armário, sapatos... Coisas que sempre fiz quando era mais nova, e que hoje me recuso a fazer sempre que posso. Quer dizer. Sempre que a faxineira pode (e quer) vir aqui em casa.
Mas sei lá. Acordei diferente naquele dia. Resolvi começar pelo meu quarto. E ao limpar livros na estante encontrei fotos antigas que me são preciosas e que há muito eu pensava ter perdido. E rever aquelas fotos só me trouxe boas recordações.
Mas foi só quando resolvi encarar a pilha de roupa amarrotada que as boas lembranças me vieram.
Como passar roupa sem me lembrar da D. Dila? Uma senhora que, durante toda a minha infância, passou roupa na minha casa. Que me fazia levantar cedo quando ia lá em casa, porque eu é que tinha que preparar o café da manhã dela. E depois trazer o suco de maracujá mais ralo e doce que uma criança é capaz de fazer e uma senhora de idade é capaz de gostar. Que me fazia ficar sentada embaixo da mesa, ouvindo seus casos, enquanto eu desfiava vários e vários retalhos de pano da minha mãe (quer me ver feliz? Dê-me um pedaço de pano para eu desfiar).
Como lavar o banheiro e, com aquele calor e aquela água gelada, não lembrar da farra que eu fazia quando me juntava à minha mãe e às empregadas para uma faxina geral naquela casa imensa em que cresci?
E como não lembrar daquela casa? Ah! Como fui feliz!!
Como eu adorava aquele jardim! Como me divertia fazendo túneis de caixas de remédio para as lagartas do coqueiro atravessarem. Como eu me maravilhava, em toda primavera, com aquela trepadeira de pequenas flores cor de rosa que coloriam o telhado, e que eu admirava da rua.
Aquele monte de pés de goiaba... O imenso tacho de cobre fumegando no meio do quintal, de onde sairia a melhor goiabada-cascão que uma família pode fazer.
O chão "vermelho-queimado" da cozinha. Meu mini fogão a lenha, com direito a panelinhas, mesinha de madeira e "cachoeira de mangueira" no sábado.
O medo que eu tinha de ir no sótão por causa de um gato preto que vivia lá. Mas mesmo assim eu ia. Porque as goiabas brancas mais crocantes só tinham como ser apanhadas lá de cima. E descer dependurada no corrimão era uma delícia!
Papai sentado na cadeira de balanço, todo domingo, cumprindo o ritual Globo Rural-Fórmula 1 e sempre dizendo: "lá vem o Senna! Na ponta dos dedos! Se não quebrar ganha!".
(o Senna se foi. Papai também. E a Fórmula 1 perdeu o encanto. Pelo menos para mim)
A C10 amarela (C10 é uma caminhonete mega antiga, da Chevrolet, pra quem não sabe). Parecia uma gema de ovo ambulante! Mas que nos levava em segurança para a fazenda. Criança gosta de andar na carroceria, com vento batendo no rosto, comendo poeira e cantando alto!
Meus bichos...
- Madeira e Lontano, os papagaios que destruíam os bancos das bicicletas, mas que amavam miolo de pão molhado com leite.
- Porcina, a cachorra que, na época de Roque Santeiro, andava comigo pela rua com aquele laçarote gigantesco na cabeça (eu com o meu, ela com o dela. Hoje é ridículo. Na época era lindo).
- Bambina, uma veada que ganhei de um vizinho e que sempre estava deitada no tapete, entre as duas camas do meu quarto, sempre que eu voltava da escola.
- O monte de coelho que eu já tive. Sempre ganhava um de aniversário, mas eles sempre fugiam. Eu ficava triste, mas sabia que no ano seguinte a Ivani me daria outro.
- Togo, Trovão e Diana. Já tive muitos cachorros. E sempre tinha algum com esse nome.
A "minha porquinha"... Não, não é um bicho. É a Sônia, que trabalhava com papai, que adorava jiló cru e com sal, e que só me chamava de "minha porquinha".
As brincadeiras de rua... As brigas de rua... Depois das brigas as mães discutiam, cada uma defendendo seu filho, e nós, sem entender porque aquilo começou e nem como terminou, já estávamos envolvidos em uma nova brincadeira.
Mas depois que eu virei "gente grande" e me mudei, tudo isso virou lembrança.
A casa virou um hotel.
E a cidade perdeu o sentido. Virou "a Januária velha", como dizia o Enrico quando era novinho.
E agora eu estou aqui, rindo e chorando ao mesmo tempo. Mas são lágrimas boas, de uma saudade que dói, mas que não machuca. Se é que isso é possível.
E a intenção nem era escrever sobre isso. Era falar do quanto eu gosto do filme Romeu e Julieta em sua versão moderna, com Leonardo Dicaprio e Claire Danes. Na verdade era para falar do quanto eu gosto, especialmente, da cena do aquário. Mas, ao ouvir a música, as lembranças acima se acenderam.
O assunto "filme" não cabe mais nesse texto. Mas o vídeo sim. Pela lembrança, pela delicadeza. Porque eu quero.
quinta-feira, 25 de março de 2010
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